Scibiz 2021 debate inteligência artificial e segurança digital

Por Pedro Ferreira

 

Com a pandemia do coronavírus e o crescente uso das plataformas digitais, as grandes empresas acenderam o sinal de alerta para possíveis ataques cibernéticos. Os investimentos em segurança de dados passaram a ter prioridade e tornaram-se um diferencial para o ambiente empresarial e industrial. Por sua relevância nos tempos atuais, o tema foi um dos destaques do Scibiz 2021, conferência realizada entre os dias 14 e 18 de junho na USP, que visa conectar o mundo dos negócios à ciência. A iniciativa reuniu executivos, empresários, cientistas, investidores, pesquisadores e estudantes, promovendo discussões sobre os desafios do mercado de trabalho e a busca de soluções para os problemas atuais. Realizado anualmente, o evento conta com palestras, salas de networking, painéis, feiras de startups e salas de exibição de tecnologias.

 

No dia 15, a conferência apresentou painéis sobre tecnologia e utilização de dados no ramo empresarial. Mediado pelo professor da FEA César Alexandre de Souza, o painel "Pivacidade de Dados e Cyber Security" discutiu o papel da segurança digital na tomada de decisões de empresas. Os painelistas foram Samara Schuch, da KPMG; o Prof. Edson Germano, da FIA; e Marcello Zillo Neto, da Microsoft.

 

O professor César Alexandre de Souza ressaltou que na economia atual os dados são a riqueza das empresas e o que gera lucro. Ele citou os recentes vazamentos de dados no Brasil para apresentar a importância da discussão. O representante da Microsoft Marcello Zillo Neto afirmou que o número de phishing e outros golpes cibernéticos aumentaram durante a pandemia, o que contribui ainda mais para que a segurança de dados se tornasse um diferencial para as empresas.

 

Samara Schuch, da KPMG, comentou sobre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e afirmou que é uma tentativa de harmonização de leis que já existiam e que estabelece diretrizes para tratamentos de dados com segurança e transparência. Para ela, diante do aumento de ataques, as empresas precisam amadurecer sua proteção de dados e proporcionar aos usuários uma experiência mais adequada e segura. Marcello Zillo Neto complementou: “Cibersegurança tem que ser empática, tem que ser transparente para o usuário”.

 

O professor Edson Germano (FIA) citou o crescimento do mercado de cibersegurança e o grande número de vagas disponíveis para quem é formado na área. Ele incentivou o aproveitamento das oportunidades para quem quer ingressar no mercado, que ainda possui falta de profissionais.

 

O outro painel abordou o tema "Inteligência Artificial e o Processo de Inovação em Business Intelligence". O debate foi mediado pelo Prof. Leandro Maciel, da FEA, e recebeu os convidados Fabio Pinto de Araujo, da Easynvest; o Prof. Fernando Gomide, da Unicamp; e Juliana Scudilio, da FLAI Inteligência Artificial.

 

O professor Fernando Gomide, da Unicamp, parabenizou a organização do evento pela iniciativa e exaltou a parceria entre as universidades e as empresas para a formação de profissionais qualificados. Fábio Pinto de Araújo (Easynvest) afirmou que a graduação é fundamental para os profissionais interessados na área, devido à formação acadêmica promover a união entre ciência e negócios. Ele também comentou sobre como a inteligência artificial ainda não tem uma definição unânime e como sua utilização nas empresas ganhou uma maior escala pelo uso de dados no ambiente virtual. 

 

Juliana Scudilio afirmou que o objetivo de toda proposta de inovação empresarial é aumentar a lucratividade e reduzir gastos e tempo de trabalho, o que é possibilitado pela combinação das técnicas de machine learning com as estratégias de business. Por fim, defendeu a união entre graduação e mercado de trabalho para fornecer base teórica e experiência prática à formação e encorajou o público a entrar na área.

 

 

Data do Conteúdo: 
Terça-feira, 22 Junho, 2021

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