A rotina presencial dos funcionários da FEA

O chamado homeoffice, ou teletrabalho, tornou-se realidade para muitos com a quarentena. Entretanto, alguns setores, devido à natureza de suas funções, tiveram de continuar comparecendo a seus locais de trabalho para garantir o funcionamento das instituições. Na FEA não foi diferente, e esta reportagem conversou com alguns desses funcionários, que seguem indo até à Faculdade exercendo um regime misto de trabalho.

Elaine Graciano trabalha há 26 anos na FEA e, entre março e outubro, foi chefe de serviços gerais. Seu trabalho era gerenciar a zeladoria e manutenção da Faculdade, assim como fiscalizar todos os contratos terceirizados, seja em limpeza, jardinagem ou segurança. Inicialmente, Elaine estava trabalhando de sua casa, depois teve de comparecer à FEA uma vez por semana.

   Elaine Graciano,
   funcionária da FEA
 

Ela conta que, inicialmente no homeoffice, teve de conviver com seu trabalho e o fato de ser mãe de duas filhas: foi necessário dividir notebooks e ambiente de trabalho e criar um cronograma dentro de casa para conciliar escola, trabalho e obrigações do lar. Segundo relata Elaine, com o tempo foi possível se adaptar ao trabalho remoto, que traz um maior conforto e segurança. Apesar disso, ela se sentiu segura quando precisou retornar à FEA, em decorrência da necessidade de vistoriar zeladoria e manutenção, por conta dos esquemas de revezamento, distanciamento e a prática de manter apenas duas pessoas por sala na Faculdade.

Esse sistema de revezamento foi também utilizado por Claudinei Castelani, chefe da portaria da FEA. Ele e seus colegas Josivan Batista, Benedito Miguel e Florivaldo Simões fizeram escalas entre o teletrabalho e o presencial para garantir que o controle de acesso, vigilância, limpeza e jardinagem continuassem funcionando normalmente. "É impossível falar da minha atividade sem citar a administração, compras, manutenção,  almoxarifado e terceirizados, pois um dependeu do outro para atravessar esse longo período de silêncio, cuidados e medo de sair e se expor a algo invisível e ao mesmo tempo mortal", relata Claudinei.

O chefe da portaria ainda conta que vai à FEA para resolver o que é necessário, com a menor frequência possível para evitar sair de casa e correr riscos de contrair a covid-19. Ele passou a participar de aulas online com sua filha, ir com seu próprio veículo ao trabalho e redobrar os cuidados com higienização quando precisa sair. Mesmo assim, Claudinei reflete sobre a insegurança da situação de pandemia: ainda que tomando todas as precauções possíveis, há uma exposição ao vírus. "Estou considerando esse período como de bastante aprendizado, e ao mesmo tempo não vejo a hora de virar a página e voltar a normalidade."

"O trabalho presencial durante o período de quarentena teve relação direta  com as responsabilidades das funções exercidas e ao cumprimento de regras e de prazos". É o que diz Valéria Lourenção, assistente acadêmica. Segundo ela, estar presencialmente na Faculdade foi essencial para regularizar atos administrativos, tramitar processos que ficaram parados durante maior parte da quarentena, realizar eventos presenciais obrigatórios, como concursos de livre-docência e processos seletivos, além de emitir e entregar documentos.

Valéria comenta que "a Universidade e a Faculdade têm estruturas muito complexas e fragmentadas", mas que a Assistência Acadêmica já estava, ao longo dos últimos anos, com uma organização digital interna importante dos trabalhos de rotina. Isso teria tornado as adaptações para o trabalho remoto mais práticas. Ela relata, ainda, que a atuação de forma presencial ocorreu de forma natural para que as atividades da função fossem cumpridas e que segue os protocolos sanitários e tem a tranquilidade de estar na Faculdade, na medida em que pode contar com dependências amplas, ventiladas, número reduzido de pessoas circulando e a manutenção do distanciamento.

Como assistente administrativa, Márcia Bispo assessora o diretor em projetos institucionais e coordena a execução dos serviços de apoio administrativo e a utilização de espaços da Faculdade. Sobre o teletrabalho, Márcia comenta que "para algumas atividades como compras, pessoal e expediente se mostrou extremamente eficiente; entretanto, para algumas atividades, a presença física de funcionários continua sendo necessária, como por exemplo, para a montagem de processos, a entrega de documentos, serviço de malote e correios e realização de licitações".

Desde o mês de julho, a assistência administrativa está trabalhando em escala. Márcia relata que o acompanhamento das atividades se tornou muito mais intenso, uma vez que contavam com um pequeno número de funcionários atuando de forma presencial. A Faculdade, nesse período em que está com um número reduzido de pessoas, dá andamento a várias obras de manutenção e de melhorias, sendo que até a implantação efetiva de tais obras haverá um trabalho intenso de vários funcionários para que seja possível a sua realização ainda em 2020.

Essas melhorias que a Faculdade tem empreendido estarão disponíveis para toda a comunidade da FEA em um futuro próximo, quando se espera que todos poderão voltar ao convívio presencial. Enquanto isso, os funcionários têm se esforçado para manter a Faculdade funcionando. Até que todos possam voltar à Universidade, cabe fazer como esses funcionários essenciais da FEA: tomar todas as medidas de proteção e higienização possíveis e aguardar por dias mais tranquilos.

 

Gente da FEA - dezembro de 2020
Autor: João Mello

Data do Conteúdo: 
Quinta-feira, 3 Dezembro, 2020

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