FEA tem dois novos professores eméritos

A Congregação da FEA aprovou a concessão do título de professor emérito a dois novos professores aposentados: Antonio Carlos Coelho Campino, do departamento de Economia, e Eduardo Pinheiro Gondim Vasconcellos, do departamento de Administração (veja os perfis). O departamento de Contabilidade e Atuária havia indicado para o título, na condição in memorian, o falecido professor Armando Catelli, mas seu nome não atingiu a quantidade de votos suficientes para a aprovação.

A eleição aconteceu na reunião histórica da Congregação de número 500, que foi realizada virtualmente no dia 16 de setembro passado, com a participação do reitor Vahan Agopyan e do vice-reitor Antonio Carlos Hernandes. São indicados ao título professores aposentados que se distinguiram por atividades didáticas e de pesquisa, ou contribuído de modo notável para o progresso da Universidade. A aprovação depende de dois terços dos membros da Congregação.

A defesa do nome do professor Antonio Carlos Campino foi realizada pelo chefe do departamento de Economia, José Carlos de Souza Santos, enquanto a defesa do nome do professor Eduardo Vasconcellos foi feita pelo chefe do departamento de Administração, Moacir Miranda de Oliveira Júnior. A entrega do título será realizada posteriormente em uma sessão solene da FEA.

 

Antonio Carlos Campino, um estudioso da economia social

Antonio Carlos C. Campino
 

Formado em Economia pela FEA em 1965, Antonio Carlos Coelho Campino iniciou sua trajetória como docente e pesquisador três anos depois. Fez mestrado no Graduate Program in Economic Development – Vanderbilt University (1968) e doutorado em Economia pela USP (1972). Tornou-se professor titular da FEA em 1984 e, a partir de 2013, decidiu ser professor Sênior.

Campino ocupou inúmeros cargos na FEA. Foi chefe do Departamento de Economia (1987-1989), secretário executivo da Comissão de Cooperação Internacional e vice-presidente da Comissão de Cultura e Extensão Universitária. O docente também foi diretor de pesquisas da Fipe.

Tem experiência em economia do bem-estar, atuando principalmente nos temas de economia da saúde, avaliação de tecnologias em saúde, farmacoeconomia, sistemas de saúde comparados, equidade em saúde, custo do tratamento da Aids, economia da alimentação e nutrição, economia da educação e demografia econômica.

O professor Campino é grande entusiasta da chamada economia social e contrário à linha de pensamento que a classifica como uma ciência exata ou um ramo da matemática aplicada. Ao lado do médico Alberto Carvalho da Silva, desenvolveu na década de 70 um estudo sobre o estado nutricional de pré-escolares da cidade de São Paulo. O projeto deu origem a uma série de outros trabalhos na área da saúde, entre eles a criação do Programa de Pós-Graduação em Nutrição Humana Aplicada (PRONUT), em parceria com a Faculdade de Saúde Pública da USP, com o objetivo de estudar social e economicamente os problemas de alimentação e nutrição.

No final da década de 90, liderou o grupo de pesquisas em desigualdade na saúde pública no Brasil. A pesquisa se enquadrou na primeira fase do projeto EquiLAC, da Organização Pan-Americana da Saúde e revelou dados sobre a desigualdade na saúde de 5 países da América Latina. Contribuiu, ainda, com estudos sobre gastos catastróficos no setor de saúde brasileiro.

A preocupação com as novas gerações de economistas também é um dos pontos marcantes da carreira profissional do professor Campino. Partiu dele a criação do Projeto Econoteen, que premia ensaios de estudantes do ensino médio. O concurso é uma forma de aproximar alunos de escolas públicas da Universidade e familiarizá-los com os assuntos da área econômica.

 

Eduardo Vasconcellos, há 50 anos ensinando gestão tecnológica

Eduardo P. G. de Vasconcellos   
 

São mais de 50 anos de dedicação à FEA. O professor Eduardo Pinheiro Gondim Vasconcellos formou-se em Administração pela USP em 1967 e, desde então, não perdeu mais o vínculo com a instituição. Tornou-se docente, professor titular, diretor do departamento de Administração por duas vezes e diretor da Faculdade (1990-1994). Desde 2015 é professor sênior.

Eduardo Vasconcellos especializou-se em inovação e gestão tecnológica. Fez MBA pela Vanderbilt University, nos Estados Unidos, doutorado pela USP e cursos de aperfeiçoamento no IMD, na Suíça, e no MIT, nos Estados Unidos. Além de pesquisador, foi consultor em inúmeras empresas na área de estrutura organizacional e gestão estratégica da tecnologia.

Entre as empresas e organismos para os quais fez consultoria destacam-se a Metal Leve, Aracruz, Copersucar, Estado Maior do Exército, Embrapa, Polialden, ONU (Finlândia e Áustria), Organização Panamericana de Saúde (Washington), Grupo Itaú, Agroceres, Vallée, Metrô, Vale, Biobrás, Cosipa, Cemig, Rhodia, Mercedes Benz, Corn Products, VW, Embraco, Tecban, Wahler, Johnson & Johnson e Oxiteno.

Eduardo Vasconcellos é professor visitante junto ao Technology Institute, da Northwestern University (EUA), Carleton University (Canadá), Linköping University (Suécia) e Bocconi University (Itália). É membro do Executive Board da IAMOT — International Association for the Management of Technology (EUA) e da Scientific Board of GLORAD — Global R&D Organization (EUA). Participou da criação da Anpei, Altec, Iamot e outras associações.

 

Data do Conteúdo: 
Segunda-feira, 21 Setembro, 2020

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