EPEP USP realiza roda de conversa com Cid Gomes

Pedro Ferreira

 

Na última quarta-feira, 17, a Roda EPEP foi inaugurada com a participação do senador Cid Gomes (PDT-CE). A transmissão ocorreu pelo canal do YouTube da organização e contou com os entrevistadores Fernando Fuentes, Amanda Shelps e Thiago Campos.

 

A EPEP (Estudos de Política em Pauta) é uma entidade estudantil formada por alunos da Universidade de São Paulo que visa promover debates e disseminar conhecimento através da pluralidade política.

 

O convidado Cid Gomes foi deputado estadual do Ceará, entre 1991 e 1995, e prefeito da cidade de Sobral durante o período de 1997 a 2004. Exerceu dois mandatos como governador do Ceará, de 2007 a 2014, foi ministro da Educação do governo Dilma em 2015 e, atualmente, é senador pelo estado do Ceará. “Política sempre esteve ligada à minha vida, por questões familiares e por vocação”, afirmou ao relembrar seu passado no movimento estudantil.

 

O evento trouxe discussões sobre o cenário político brasileiro e as expectativas para o futuro do país. Cid Gomes fez críticas à forma como os conceitos de direita e esquerda são utilizados atualmente e à falta de renovação política na esfera pública. “Os partidos estão absolutamente falhos na formação de novas lideranças. Isso é o grande vácuo que existe no Brasil”, afirmou o senador.

 

Cid Gomes também comentou as divergências entre o PDT e o PT e a recente decisão do STF em anular as condenações do ex-presidente Lula na Lava Jato, o que fez com que ele recuperasse seus direitos políticos. “Acho que o sentimento majoritário da população, hoje, aponta para ‘nem Bolsonaro, nem Lula’. E é esse universo de brasileiros que o PDT quer conquistar simpatia e mostrar nosso projeto”, opinou.

 

O senador ainda falou sobre sua gestão como prefeito de Sobral e a recente liderança do município no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). À época da posse, 30% das crianças e adolescentes sobralenses não tinham acesso ao sistema escolar, situação revertida ao longo dos anos. “Não foi feito nada de extraordinário, foi feita uma agenda disciplinada, dedicada e que não se rendeu a nenhum tipo de pressão externa”. 

 

Ele também comentou a viabilidade do auxílio emergencial no valor de R$ 600 e a gestão do governo federal perante à crise sanitária causada pela pandemia de Covid-19. “A meu juízo, [o presidente Jair Bolsonaro] deve ser processado pela irresponsabilidade que está cometendo e pelo comportamento, não só de opinião, mas de interferência nas políticas do Ministério da Saúde que é responsável pelo agravamento da crise que vivemos”.

 

A transmissão está disponível no canal do YouTube da EPEP. Para conferir os próximos eventos, basta acompanhar a página no Facebook da entidade.

 

Data do Conteúdo: 
Segunda-feira, 22 Março, 2021

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