Edição online da Feira de Recrutamento e Carreira atinge meta

João Mello

 

Para se adequar ao período de quarentena, a 19ª edição da Feira de Recrutamento e Carreira da FEA júnior USP aconteceu de uma maneira diferente. Totalmente online, o evento passou por adaptações diversas, desde estrutura à comunicação, e foi focada em conteúdo. Apesar disso, a feira conseguiu chegar a estudantes de fora da USP entre os dias 5 e 7 de agosto para conectá-los a grandes empresas brasileiras e multinacionais, contribuindo para sua inserção no mercado de trabalho. 

Anna Luisa Salgado é gerente comercial de eventos da FEA Júnior e foi responsável pela organização da feira junto a Lucas Chicuta, presidente da entidade. Anna conta das mudanças que foram necessárias para garantir que a feira acontecesse. Eles  contrataram uma estrutura online, para realizar as palestras pelo Zoom Web, as reuniões de organização por meio de encontros remotos e focar a divulgação nos meios digitais e não mais com panfletos e cartazes espalhados pela USP.


 

Nas outras edições foi utilizado o formato tradicional de estandes para as empresas expositoras e palestras nas salas de aula da FEA. Diante da impossibilidade do uso do espaço físico da Faculdade, focou-se em conteúdo ao promover conversas e workshops com representantes de grandes empresas como Itaú, P&G, J.P. Morgan, dentre outras. 

 

As palestras trataram de temas diversos, desde análises do momento particular da pandemia e como ela afetou hábitos de consumo até dicas para se destacar no mercado e insights de como é trabalhar em diferentes tipos de negócio. 

 

Dentre a variedade das palestras, o Grupo Ultra trouxe Sandro Gonçalves, coordenador de Recursos Humanos, para falar sobre como as pessoas têm modelos mentais e padrões de comunicação únicos e como uma comunicação não-violenta – expressando-se sem julgamento e abrindo-se para o outro – pode trazer bons resultados no momento de alavancar a carreira. 

 

Na palestra do Itaú, Vanessa Reisner contou experiências pessoais e de trabalho, como diretora do Itaú BBA, e explicou como criatividade e produtividade não se excluem, pelo contrário, são complementos a despeito dos quais ela deu dicas práticas de como melhorar. Já em "Perspectivas pós-covid", a diretora de analytics da P&G, Camila Sousa, tratou de como os hábitos de consumo tem surpreendido durante a quarentena, uma vez que a empresa observou como o consumidor tem agido de maneira menos racional ao buscar se expressar e zelar por segurança e autocuidado.

 

Apesar do modelo atípico, a FEA júnior USP conseguiu extrair resultados positivos. Segundo analisa Anna Luisa Salgado, o formato possibilitou que fosse alcançado um público nacional, antes muito restrito à cidade de São Paulo e à USP. Além disso, a entidade conseguiu realizar uma análise mais ampla dos seus participantes, por meio das inscrições e dos relatórios gerados pelo Zoom. No modelo tradicional, esse controle era mais difícil por conta do fluxo de alunos que entravam e saíam das aulas na FEA e podiam aproveitar as atividades mesmo sem inscrição. "É possível ter uma análise de dados muito melhor, para conhecer o público em base quantitativa, saber quantas pessoas compareceram nas atividades, e qualitativa, como o perfil demográfico de cada um."

 

Anna descreve como a feira não se distanciou de seus objetivos principais: suprir uma demanda dos estudantes de conhecer as empresas e de se autoconhecer ao entender gostos pessoais para dar um melhor direcionamento para suas carreiras. "Temos esse propósito muito forte de conectar o que eu gosto, esse conhecimento de nós mesmos, com o que a empresa traz em termos de cultura, de trabalho e opções de emprego." Esta seria uma troca vantajosa tanto para as empresas, que conseguem atrair novos talentos, quanto para o estudante, que não precisaria "atirar para todos os lados" e ter uma visão mais direcionada no momento de procurar por um estágio.

 

 

 

Data do Conteúdo: 
Quarta-feira, 12 Agosto, 2020

Departamento:

Sugira uma notícia