CAVC comemora 70 anos

SolenidadeFoi uma noite de memórias e emoções. Os 70 anos do Centro Acadêmico Visconde de Cairu (CAVC) foram comemorados no último dia 3 de dezembro, na FEAUSP, com o lançamento do livro “Tradição e Utopia – 70 anos de História do CAVC”, escrito pelos professores Flávio Saes e Roney Cytrynowicz. O evento também reuniu ex-dirigentes, que lembraram os diferentes períodos da história do Centro Acadêmico. A festa terminou com uma homenagem ao professor Norberto Nehring, morto em 1970 pela ditadura militar, emocionando familiares e amigos.

Projeto idealizado antes da gestão de Rodrigo Toneto, que deixa o cargo este ano, o livro sobre as memórias do CAVC foi patrocinado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e FIA (Fundação Instituto de Administração). Ao comentar seu prefácio, Toneto disse que escolheu como título uma frase do compositor Chico Buarque – “Nem toda loucura é genial, nem toda lucidez é velha” – pois ela representa o espírito da obra. “O desafio de ter construído a gestão ao lado da construção do livro foi justamente esse: olhar o passado e saber quantas coisas a gente ainda faz errado, igual, e quantas a gente ainda tem que acertar e não consegue”.

Ex-presidentes do CAVC, cada um representando um período, trouxeram de volta “flashes” da história da entidade, rememorando a sua atuação enquanto movimento estudantil, que acompanhou os movimentos sociais e políticos do país, e a sua luta cotidiana pelos interesses dos alunos junto à instituição de ensino. Falaram nessa ordem: Jacques Marcovitch (1968), Marcus Sokol (1975), Gesner José de Oliveira Filho (1978) e Fernanda Estevez (1996), esta última vice-presidente. O professor Flávio Saes completou o resgate da memória do Centro Acadêmico destacando trechos do livro. 

Homenagem a Norberto Nehring

NorbertoMorto em 1970, aos 29 anos, durante o regime militar, o economista e professor da FEAUSP Norberto Nehring foi homenageado pelo CAVC, que batizou com seu nome o Espaço de Vivência dos alunos. Antes do descerramento da placa, que contou com a presença da viúva de Nehring, a socióloga Maria Lygia Quartim de Moraes, da filha Marta, e do amigo Juca Kfouri, comentarista esportivo, foi exibido no auditório do FEA-5 um minidocumentário, com depoimentos de familiares, ex-colegas e amigos.  

Juca Kfouri, que é primo-irmão da viúva de Nehring, comentou sobre a homenagem do CAVC depois de tantos anos de sua morte. “Felizmente, o Brasil começa a homenagear aqueles patriotas que se ergueram contra a ditadura militar e que foram por ela assassinados, como ele, friamente, numa sessão de tortura. Homenagens como essa mostram que é necessário contar todas as histórias. O Brasil precisa conhecê-las”.

Acompanhe a cobertura completa dos 70 anos do CAVC na próxima edição do Gente da FEA.

Data do Conteúdo: 
sexta-feira, 4 Dezembro, 2015

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