Aluno da FEA recebe Prêmio USP Tese Destaque 2019

Por Giovanna Costanti 

A Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP teve uma de suas teses premiada no Prêmio USP Tese Destaque 2019. Daniel Mucci, mestre e doutor pela FEA, foi o vencedor da área de Ciências Sociais Aplicadas, com a tese “Mecanismos de controle gerencial e stewardship em empresas familiares: uma análise de antecedentes e consequências”. 

O evento premia alunos de cursos da  pós-graduação da Universidade. Os vencedores recebem um prêmio no valor de R$10 mil e seus orientadores, R$ 5 mil, além de um diploma de premiação. 

O prêmio identifica e premia anualmente a melhor tese defendida em cada uma das nove áreas de conhecimento: Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Humanas, Ciências Sociais, Engenharias, Letras, Linguística e Artes, e Multidisciplinar. Entregue pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação, o objetivo do prêmio é estimular a atividade de pesquisa da pós-graduação.  

Mucci iniciou sua trajetória na FEA apenas em 2012. Antes disso, formou-se em Administração pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Em 2012 iniciou seu mestrado na USP na área de Contabilidade e Controladoria, tendo como orientador o professor Fábio Frezatti, atual diretor da FEAUSP. Logo em seguida iniciou a pesquisa premiada no doutorado, orientado pelo mesmo docente, além da orientadora estrangeira Anna Joanna Jorissen, durante seus cinco meses na Bélgica.

A tese desenvolvida por Mucci reúne variados olhares sobre o controle gerencial em empresas familiares. A pesquisa se divide em três artigos e analisa as gestões coletivas, a influência que a família tem em termos formais e subjetivos e o comportamento dos executivos da família e externos a ela, bem como as consequências da influência da família no negócio. A tese conclui que quando a cultura coletivista é forte na empresa e quando há a influência de um membro que não um familiar, como executivo ou presidente, este elemento gera um resultado melhor em termos financeiros para a empresa. 

Durante a produção da tese, Mucci e Frezatti solicitaram o apoio da docente Anna Joanna Jorissen para que o doutorando pudesse desenvolver um período fora, conhecido como Período Sanduíche. Mucci foi para a Bélgica em novembro de 2015, através de contato estabelecido com o professor e o interesse da professora Jorissen em sua área de pesquisa.

“Essa experiência fora foi um grande divisor de águas em termos de perspectiva crítica. O período na Bélgica contribuiu bastante para a minha formação como pesquisador e também para o desenvolvimento e a qualidade do trabalho”, conta Daniel Mucci.

Para ele, dentre os desafios da experiência da internacionalização, estão o fato de ter de escrever a tese toda em língua inglesa e o modelo belga de tese, em três artigos.  

“A internacionalização é um pilar fundamental para a pesquisa. Investir na internacionalização, tanto do ensino quanto da pesquisa, é fundamental para a integração da comunidade brasileira de inserção no contexto de pesquisa mundial”, comenta. 

O pesquisador ainda conta que sempre esteve consciente do bom trabalho realizado, mas não esperava a premiação levando em conta a alta qualidade dos outros trabalhos também desenvolvidos nessa área. “Quanto à notícia, fiquei um tanto surpreso e também bastante feliz. Foi um reconhecimento bastante importante para a minha carreira como pesquisador. Me deu mais gás para continuar no desenvolvimento e na batalha pela publicação dos artigos decorrentes da tese”, conclui.

Data do Conteúdo: 
Quinta-feira, 5 Setembro, 2019

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