Antonio Delfim Netto

foto do professor Delfim Netto

Antonio Delfim Netto nasceu em São Paulo durante as comemorações do dia do trabalho de 1928. Economista e Professor Emérito da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEAUSP), soma mais de 55 anos dedicados à vida pública, tendo assumido cargos de catedrático, Secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, ministro, embaixador e deputado federal.

Graduou-se bacharel em Economia com a terceira turma da então Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas (FCEA) em 1951. A partir de 1952, começou a exercer função de Professor Assistente de Estatística Econômica e Econometria sob orientações do Professor Emérito Luiz de Freitas Bueno. Em 1959, tornou-se Professor Livre-Docente com a tese “O Problema do Café no Brasil” e, em 1963, recebeu o título de Professor Catedrático de Teoria do Desenvolvimento Econômico com o estudo “Alguns Problemas do Planejamento para o Desenvolvimento Econômico”. Desse modo, Delfim Netto se converteu no primeiro ex-aluno da FEA e o primeiro economista formado depois da regulamentação da profissão a ocupar uma posição de Catedrático na Faculdade.

Seus trabalhos didáticos e de pesquisa são, neste momento, voltados para os estudos de problemas da economia brasileira, planejamento governamental e teoria do desenvolvimento econômico. Sua linha de pensamento baseou-se essencialmente na aplicação da teoria neo-clássica no plano microeconômico e idéias keynesianas ou monetaristas no plano macroeconômico.

No início dos anos 60, além de seu cargo de professor na Faculdade, exerceu atividades extra-acadêmicas, entre as quais a participação na Comissão Interestadual da Bacia Paraná-Uruguai, política do Estado para o planejamento regional, prestação de consultorias à Associação Comercial de São Paulo e realização de estudos para a Associação Nacional de Programação Econômica e Social, entidade financiada por banqueiros paulistas, que publica, em 1964, seu importante trabalho intitulado “Alguns Aspectos na Inflação Brasileira”. Foi ainda indicado, em 1964, no governo de João Goulart, para integrar o CONSPLAN, um conselho de planejamento na esfera federal, que não chegou a ser executado devido à saída do presidente.

Em 1966, iniciou sua ascensão política. Foi nomeado Secretário da Fazenda do Estado de São Paulo e, no ano seguinte, assumiu a função de ministro da Fazenda. Dirigiu a economia brasileira entre 1967 e 1974, nos governos Costa e Silva e Medici. Nesse período, Delfim Netto foi o responsável pelo momento da história conhecido como o Milagre Econômico.

Depois de seu trabalho à frente do ministério da Economia, foi enviado à França na condição de Embaixador. Permaneceu em Paris de 1975 a 1978. De regresso ao Brasil, seguiu novamente para Brasília, ocupando o cargo de ministro da Agricultura e, depois o de ministro do Planejamento, onde se manteve até 1985.

Em 1983, na USP, abraça a Cátedra de Análise Macroeconômica. Quatro anos mais tarde, em 1987, em função de toda sua iniciativa acadêmica e sua experiência profissional é homenageado pela Faculdade com o título de Professor Emérito.

Em 1987 foi eleito Deputado Federal.                   

Entre as principais condecorações recebidas, destacam-se as Ordens de Boyaca, Colômbia; de Cristo, Portugal; do Mérito Militar, MEx; do Mérito Aeronáutico, MAer; do Mérito Naval, MM; do Mérito Educativo, MEC; do Mérito da República Italiana, Itália; Legion D' Honneur, França; de Rio Branco, MRE.