FEA x FEA - Biblioteca reabre ao público e projeto entra na fase de acabamento

Os últimos retoques estão sendo dados nas novas instalações da Biblioteca da FEAUSP: higienização, colocação de peças metálicas nos banheiros, retoques na pintura e outros detalhes.

A entrada principal, que dá acesso ao primeiro andar, ainda não está liberada e um dos balcões antigos dá conta do atendimento ao público, retomado no dia 14 de maio. No andar superior, uma das salas de estudo também montada com mobiliário e equipamentos remanescentes, já está sempre ocupada. 

Com espaços amplos, pisos de granito e muita luminosidade natural garantida pela pirâmide de vidro instalada no teto, no meio da edificação, a nova Biblioteca da FEA surpreende usuários e visitantes. Ainda há muito por fazer, mas o projeto de modernização e expansão já mostra todo o seu potencial.

 "O acervo de livros e teses está acomodado no novo espaço e à disposição dos usuários. Com a aquisição dos arquivos deslizantes, serão organizados os periódicos e o acervo do professor Antonio Delfim Netto, que foi doado para a Faculdade. Isso deve acontecer em breve e, na sequência, a meta é mobiliar as distintas salas de estudo. Os recursos virão da captação pela Lei Rouanet", esclarece Dulcinéia Dilva Jacomini, diretora da Biblioteca da FEAUSP.

A movimentação da empresa responsável pela obra está concentrada na área destinada ao Auditório Carlos e Diva Pinho, preparando o piso em diferentes níveis. No formato anfiteatro, inspirada no modelo da Harvard Business School, a sala de aula especial será montada com a contribuição da Fundação Carlos e Diva Pinho (Funcadi).

O projeto de modernização e de expansão da Biblioteca FEAUSP foi lançado em 2008. Em novembro de 2010, as reformas do espaço começaram a todo vapor, com os recursos liberados pela Reitoria da USP e contribuições de empresas e instituições. Em paralelo, pessoas físicas foram convidadas a contribuir na Campanha de Captação de Recursos, que já angariou mais de 50% da meta proposta de R$ 1 milhão.

As reuniões semanais continuam para que detalhes do projeto e intercorrências sejam debatidas pelas pessoas envolvidas e fornecedores. Consultas de outras bibliotecas sobre projetos de reforma já fazem parte da rotina da diretora, junto com inúmeros detalhes e decisões, entre eles, aprimorar a acessibilidade, a implantação da tecnologia de identificação RFID para inventário, autoempréstimo e autodevolução, estratégias paralelas como a criação de repositórios digitais e até as obras de arte que vão enriquecer o espaço. "A biblioteca deverá se assumir como um centro cultural. Temos inclusive espaços ideais para exposições. O importante é que depois de tantas dificuldades para manter o atendimento, os funcionários estão muito animados. Até fotos da lua cheia que deu para ver pela pirâmide circularam por aqui", conta Dulcinéia.


06/06/2012

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