Processamento de dados e os novos modelos de negócios

Por Giovanna Costanti

 

Hoje em dia estamos muito habituados com aplicativos de relacionamentos, sistemas de reconhecimento facial e mapas interativos que avisam a presença de trânsito, buracos na pista e até blitz policial. Tudo parece muito habitual, rotineiro. 

 

Entretanto, há 20 anos, qualquer um desses sistemas era quase impossível de ser utilizado em massa, como atualmente. Isso só mudou quando os celulares e computadores começaram a armazenar e processar uma alta quantidade de dados, ou data. 

 

“A quantidade de dados gerados hoje, em um dia, é igual ao total de dados gerados em toda a história da tecnologia até 2003”, explica Carlos Buarque, diretor de marketing da Intel Brasil desde 2013. Ele participou de evento na FEA que debateu como o avanço no armazenamento e processamento de dados pode alavancar novas tecnologias.

 

Tendo passado pela Dell e pela Telefônica, além de um MBA na University of North Carolina, Buarque explica que os dados podem ser usados pelas empresas como estratégia para lidar com os clientes ou desenvolver novas tecnologias, saindo na frente das concorrentes. “Processar e analisar dados é importante para os modelos de negócio atuais”, explica.

 

Buarque explica que até PCs pessoais já têm processadores potentes. Nas grandes empresas é oportunidade é ainda mais ampla. A tecnologia utilizada por empresas como a Intel, com auxílio dos algoritmos, permite gerar, armazenar e processar um altíssimo número de dados.

 

“Até 2013, nosso foco era em produzir PCs para os nossos clientes. Desde então, resolvemos focar nos dados, no servidor”, comenta Buarque. A opção foi tomada após uma reviravolta no mercado, quando os processamento começou a gerar mais lucro a empresas como a Dell, do que a venda de notebooks e desktops. De 2012 a 2018, o lucro gerado pelo data center da Intel cresceu 10%.

 

Investir em processamento de dados e em softwares fez com que seus clientes pudessem desenvolver novas tecnologias e -- principalmente -- aplicativos. “Os clientes chegam até a Intel para o suporte à criação dessas novas tecnologias”, comenta. 

 

Buarque ainda alerta que o uso dos dados e o surgimento de empresas que fornecem o suporte a estes ainda está em crescimento no mercado brasileiro. E são um caminho para novos investimentos. Segundo o diretor de marketing, a maior parte das empresas usam um potencial muito pequeno de seus dados, tanto para traçar estratégias de alcance ao cliente, quanto para desenvolver novos modelos de negócios. 


 

Data do Conteúdo: 
quinta-feira, 12 Setembro, 2019

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