Palestra explora sucesso da Comic Con Experience no Brasil

Por Bruno Carbinatto

A cultura pop tem expandido seus horizontes nos últimos anos, conquistando, inclusive, áreas estratégicas do mercado. Para discutir sobre isso, o ECAR (Escritório de Desenvolvimento de Carreiras da USP) promoveu na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEAUSP), na última quarta-feira (11), a palestra “Profissionalizar o hobby: dos quadrinhos a criação da CCXP”, que contou com a presença de Ivan Costa, sócio-fundador da Comic Con Experience, evento brasileiro de entretenimento nos moldes da Comic Con de San Diego, que explora temas como quadrinhos, TV, literatura e cultura geek em geral.

Ivan Costa contou como o contexto atual favorece essa área do mercado: “Há alguns anos atrás, nerd era um xingamento. Hoje, é socialmente aceito”. Apaixonado por quadrinhos desde a infância, ele viu nesse tema uma oportunidade de aproveitar sua formação em Marketing e criar um negócio pouco explorado até então: “Antes, não se encontrava espaço para trabalhar com isso e desenvolver uma carreira estável”. Isso o levou a fundar a Chiaroscuro Studio, empresa de agenciamento de quadrinistas brasileiros, pioneira no ramo.

A criação da CCXP foi o próximo projeto, uma parceria entre a Chiaroscuro e o portal de cultura Omelete. Ivan Costa explicou que a ideia inicial era trazer uma experiência do evento original para o Brasil; em poucos anos, porém, a Comic Con Experience superou a versão de San Diego, tanto em número de presentes como em área ocupada.

O criador atribui esse sucesso a diversos fatores, entre eles, a atenção especial aos detalhes e o olhar sobre a demanda específica do caso brasileiro: “Tivemos o cuidado de tropicalizar essa experiência, trazer o que faz sentido para o Brasil e adaptar aquilo que não faz. Nosso objetivo nunca foi copiar nenhum evento”. Ele também reiterou que a Comic Con Experience se inspirou em elementos de diversos festivais, como o Rock in Rio, o Lollapalooza e outras grandes produções.

Como ex-feano, Costa destacou a importância dos estudos na área de Marketing na estruturação do projeto: “A CCXP deve ser pensada como um produto”. Questões como “quem é o público-alvo”, “quem são os públicos primário, secundário e terciário?” e “qual planejamento de comunicação utilizar?” foram levadas em conta no planejamento geral e a visão de mercado foi essencial para o desenvolvimento do evento – que já se expandiu para outras edições, como a CCXP Tour Nordeste e Game Experience.

Data do Conteúdo: 
terça-feira, 10 Abril, 2018

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