Nova edição do PESC chama atenção para o pilar da extensão

Por Breno Queiroz

 

Importado da Universidade de Berlim no século XIX, o modelo humboldtiano (do naturalista alemão Von Humboldt) foi adotado na Universidade de São Paulo para que, além de produzir conhecimento e formar intelectuais, a ciência feita aqui fosse estendida para a comunidade. O PESC (Programa de Extensão de Serviços à Comunidade), gestado na FEA desde 2001 cumprindo essa função, encerrou sua edição 2019 e deu início a edição 2020, afirmando sua importância dentro desse modelo.

Na cerimônia de encerramento, que aconteceu na última semana de agosto, os alunos interessados em participar e aqueles que já participaram do programa se reuniram na sala da congregação. O professor do departamento de administração e também presidente da Comissão de Cultura e Extensão da FEAUSP, Gilmar Masiero, aproveitou para pedir a palavra dos alunos que já participaram do programa sobre as mudanças de perspectivas e visões após fazer parte do PESC.

 “É fundamental a gente levar as ferramentas que temos aqui para fora dos muros da USP. Inclusive para levar o nome da Universidade e mostrar, para quem não sabe, o que é estar aqui.” disse Ester Romano, estudante de economia, incentivando a participação no programa. 

Os coordenadores do PESC, professores David Turchick (Economia), Flávio Urdan (Administração) e Carlos Alberto Pereira (Contabilidade e Atuária), também estiveram presentes. O professor Carlos Alberto, que também é vice-presidente da Comissão de Cultura e Extensão, citou alguns números do programa da FEA que, segundo ele, é um dos mais reconhecidos programa de extensão da USP. Na sua contagem, em 18 edições, o PESC já realizou mais de 140 projetos e envolveu a participação de mais de 800 alunos.

A cada edição, os alunos formam grupos de até seis pessoas para auxiliar no serviço social de ONGs. Esses grupos são acompanhados por monitores (ex-alunos do programa) e tutores (alunos da pós-graduação), e não visam a simples resolução de problemas, mas sim a transmissão de competência, dando autonomia à instituição envolvida. Ao final de cada edição um grupo é homenageado pelo melhor trabalho.

O homenageado na edição 2019 foi o grupo da Ester, que trabalhou com a ONG Observatório Social do Brasil. Investida nos princípios democráticos e de transparência, a ONG é uma disseminadora de metodologia para controle social da gestão pública. O que significa que ela ajuda voluntários a acompanharem licitações públicas de gestões municipais, desde o edital à entrega do produto. 

A homenagem veio com menções honrosas para outro grupo de alunos que trabalhou com a Fundação Britânica de Beneficiência, organização que existe desde 1947 no Estado de São Paulo, e atua na promoção da dignidade e bem-estar de pessoas com 60 anos ou mais em estado de vulnerabilidade.

Data do Conteúdo: 
quinta-feira, 12 Setembro, 2019

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