Nova Diretora da FEA Maria Dolores é sabatinada pelos alunos

 

Brenda Fernandes da Silva

 

A nova diretora da FEAUSP, Maria Dolores Montoya Diaz, participou de um encontro com os alunos no espaço meia-lua, poucos dias antes de assumir o cargo. A iniciativa do encontro partiu do CAVC (Centro Acadêmico Visconde de Cairu), que propôs a realização de uma sabatina com a nova dirigente. Foi uma oportunidade para Maria Dolores ter seu primeiro contato direto com os estudantes, ao mesmo tempo em que pôde expor seu plano de gestão. Ao seu lado, estava a vice-diretora Maria Sylvia Macchione Saes.

 

Maria Dolores revelou aos alunos que a nova diretoria pretende trabalhar em quatros grandes eixos. Sobre o primeiro eixo “inclusão e pertencimento”, Maria Dolores contou que a ideia é um pouco “conectar a FEA com a toda a dinâmica dos tempos e da USP” e criar uma comissão que vai dialogar com a nova pró-reitoria da USP de Inclusão e Pertencimento, o que precisaria de uma mudança no regimento da faculdade. O outro eixo “inovação e empreendedorismo”, a diretora explicou que o intuito é fortalecer projetos, como os relacionados a startups e ao empreendedorismo social.

 

Sobre o terceiro eixo “comunicação”, ela disse que o foco será a divulgação da produção científica da FEA e dos projetos interessantes para a sociedade, além do apoio a iniciativas de conexão entre os departamentos e entre docentes e alunos. Por último, Maria Dolores falou sobre o eixo “gestão”, que envolve as iniciativas e o apoio às iniciativas que visem coordenar e interconectar mais os departamentos e os docentes, além do apoio à internacionalização. Sobre a questão da infraestrutura, ela disse que precisará do apoio da comunidade para identificar e alertar sobre os problemas.  

 

As novas dirigentes responderam ainda as questões trazidas pelos alunos que organizaram o encontro, como por exemplo o acolhimento e saúde mental dos estudantes, produção científica e aulas nesse retorno presencial. Sobre o primeiro assunto, Maria Dolores explicou que a meta é organizar mais as ações já existentes na FEA voltadas para o acolhimento e tratamento psicológico, para facilitar e agilizar o atendimento nas diretorias de saúde mental. Maria Sylvia apontou também que elas defendem uma mudança cultural em torno da questão: acolher os alunos e tratar suas questões de saúde mental antes que se desenvolva uma doença, um problema ou um sofrimento maior, e discutir mais abertamente o assunto para que mais alunos procurem ajuda o quanto antes.

 

Sobre a produção científica e retorno presencial, as diretoras pretendem trazer melhoras na divulgação de oportunidades e criar meios para que mais alunos se interessem por iniciação científica, programas de extensão e pela pesquisa. Elas afirmaram que é algo muito agregador para os estudantes e muito legal de se participar, incentivando os alunos ouvintes.

 

Dolores também propôs diálogo com estudantes que teriam dificuldades de acessar esses programas, por conta de trabalho e problemas sociais, para melhorar as oportunidades para eles. Acerca do retorno presencial, se procurará nivelar e padronizar o formato das aulas nos departamentos, dialogando com os professores para que ouçam melhor as reclamações dos estudantes, que trouxeram que há professores dando aulas online, outros híbrida e outros presencial na mesma turma, causando confusão.

 

 

 

Data do Conteúdo: 
Quinta-feira, 14 Julho, 2022

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