Gestão de ecossistemas de inovação é foco do segundo dia do Oiweek Scibiz

Texto e fotos: Bruno Carbinatto

Guy Littlefair

“Inovação” é a palavra do momento: toda empresa procura formas de se destacar no mercado com novos modelos de negócios capazes de quebrar padrões e superar expectativas. Na prática, no entanto, a gestão de ambientes de inovação é extremamente complexa, que envolve a articulação de múltiplos atores e um amplo entendimento de mercado. Foi pensando nisso que a Oiweek Scibiz, maior conferência de inovação da América Latina, ministrou um workshop especializado em gestão de inovação, no seu segundo dia de evento.

Estiveram na mesa Leonardo Gomes, professor da FEAUSP; Rodrigo Rodrigues da Fonseca, representante da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), empresa pública de fomento à inovação; Guilherme Amaral, representante da ISA CTEEP, empresa de distribuição de energia elétrica; e Ronald Martin Dauscha, chefe do Liaison Office dos Institutos Fraunhofer da Alemanha. Eles debateram o ambiente de inovação do Brasil — e concluíram que o Brasil investe muito pouco em áreas como pesquisa e desenvolvimento, principalmente quando se trata de empresas, se comparado a outros países, como a Alemanha. Ronald também lembrou que investimento não é tudo e a transformação é muito mais complexa: “Inovação não é mais um processo isolado, mas sim integrado entre vários atores humanos, científicos, tecnológicos, governamentais e de fomento”.

O destaque ficou para o speaker internacional, Guy Littlefair, professor da Auckland University of Technology. Ele explicou como funciona o processo de inovação na Nova Zelândia — país de destaque na área, assim como Alemanha, EUA e Israel — e ressaltou a importância da Universidade como a motora de um ecossistema de inovação nacional. No entanto, lembrou que seguir o ritmo das empresas e da indústria ainda é um desafio para a Academia.

O professor também ressaltou que não existe uma fórmula para a inovação, mas que seguem um padrão: “Quando penso nos melhores sistemas de inovação do mundo, eles são simples. Mas são simples por que são bem projetados e porque trazem a simplicidade para a complexidade”. Ele cita a cidade de Boston como um bom exemplo de experimentação inovadora, principalmente por sua relação intensa com três grandes Universidades (Harvard, MIT e Boston University), pelo investimento governamental, privado e, principalmente, pela “parte mais importante do sistema de inovação: as pessoas que participam do processo”.

Além desses workshops, a Oiweek Scibiz promoveu, em seu segundo dia, palestras sobre blockchain, inovação no sistema de saúde, desafio dos programas de mestrado e doutorado profissionais, entre outros. Como no primeiro dia, continuaram as reuniões de speed-dating -  agendadas pelo sistema de matchmaking por meio do aplicativo do evento -, mini reuniões com cientistas, empreendedores, investidores, etc.

Data do Conteúdo: 
terça-feira, 26 Fevereiro, 2019

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