Finance Talk 2019, aproximando alunos do mercado financeiro

Por Breno Queiroz

 

Segundo a Economatica, base de dados sobre o mercado financeiro, o setor que mais lucrou em 2018 no Brasil foi o dos bancos, formado por 22 instituições. O segmento teve um lucro de R$ 74,6 bilhões, contra R$ 62,7 bilhões no ano anterior. Por outro lado, os setores que menos cresceram no país e amargaram prejuízos foram o de construção (R$ 2,8 bi), agro e pesca (R$ 357 mi) e o de veículos e peças (R$116 mi).

Desde a crise de 2015, quando o país viveu sua pior recessão em 20 anos, iniciando o desmonte da produção e a financeirização da economia, a oferta de empregos de alta remuneração sofreu mudanças. “Emprego em engenharia tem muito pouco, porque a indústria está muito mal no Brasil. Quando você olha para o outro lado, o pessoal dos bancos está procurando os politécnicos”, analisou João Bosco Herschander, um dos organizadores do Finance Talk 2019 – Feira de Recrutamento de Mercado Financeiro.

Sediada na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, a segunda edição da Finance Talk foi realizada na última semana de abril. A primeira edição ocorreu na Escola Politécnica, em 2017. Os organizadores do evento fazem parte da Poli Finance e da Liga de Mercado Financeiro FEAUSP, duas entidades estudantis que aproximam estudantes do mercado de trabalho.  

Mais de 300 estudantes participaram desta edição do Finance Talk, além de 9 instituições representando 8 diferentes áreas do mercado financeiro. Nos estandes da feira, grandes instituições como Itaú, Safra e Votorantim. Também uma novidade: o BOCOM BBM, banco originário de uma fusão de instituições chinesa e brasileira. “A gente funciona como uma ponte entre o mercado financeiro e a Poli”, justificou João Bosco, que é estudante da Escola Politécnica e membro da Poli Finance.

O evento tem, entre outros objetivos, estreitar as relações entre o mercado financeiro e o universo acadêmico, gerar conhecimentos e informações técnicas sobre as principais áreas do mercado financeiro por meio de conversas informais com profissionais do setor, além de consolidar um espaço profissional de networking e aprendizagem com os melhores profissionais da área.

Além de ganhar canetas, cartões e squeezes, os participantes puderam atualizar o vocabulário, para se sentirem mais integrados ao mercado. Private equity, joint venture, holding, back office, valuation e, principalmente, networking, eram as palavras mais ouvidas durante o evento.   

“Para as instituições financeiras é muito vantajoso participar do Talk Finance, porque eles já conhecem a reputação das ligas — não só da FEA, mas de outras faculdades — e sabem que elas se empenham bastante para capacitar seus membros”, disse Jonas Fóz, integrante da Liga de Mercado Financeiro FEAUSP. “Quando ocorre um processo seletivo e eles veem no currículo que a pessoa fez parte da Liga, sabem que o candidato tem um conhecimento e uma experiência maior”.

A parceria das empresas com as ligas vai além das feiras de recrutamento e prioridade nas vagas. Na FEA, alguns parceiros apoiam a publicação da revista digital Markets St., originalmente redigida e editada pelos membros da liga, mas que agora funciona em parceria com entidades da FGV, Insper e a PoliFinance. Além disso, algumas empresas ajudam na capacitação para o mercado financeiro, oferecendo aulas e palestras.

Data do Conteúdo: 
segunda-feira, 6 Maio, 2019

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