Feira de Profissões do Cursinho da FEA tira dúvidas sobre carreiras

João Mello

 

Realizada desde 2014, a Feira de Profissões do Cursinho FEAUSP ajuda vestibulandos a encontrarem a sua futura profissão. Em 2020, a pandemia impôs um novo modelo, realizado por meio de palestras online com estudantes e ex-estudantes de diversos cursos. 

 

Até 2013, o projeto da entidade era realizar campanhas de arrecadação de livros. No ano seguinte, os coordenadores tiveram a ideia de promover uma feira de profissões, restrita a vestibulandos do Cursinho. Com a realização de outras edições, a Feira ganhou maior impacto e foi aberta para quaisquer estudantes em 2016. Desde então, o evento é realizado anualmente antes do fechamento das inscrições dos vestibulares para auxiliar alunos a escolherem suas carreiras. 

           

"A feira é uma extensão da causa do Cursinho: democratizar a educação", é o que conta Yuri Laurentino, coordenador financeiro da entidade feana. Segundo Yuri, o objetivo da feira, além de sanar dúvidas sobre cursos, é mostrar diversas possibilidades de carreiras, faculdades e suas peculiaridades, tudo isso sendo transmitido pelos convidados. A feira busca pensar e atuar positivamente a despeito da saúde mental dos estudantes por meio de conversas gerais sobre vestibulares, universidades e saúde mental. 

 

Neste ano, em sua 7ª edição, as palestras, gratuitas e online, contaram com convidados que falaram sobre suas experiências pessoais no momento de escolha dos seus cursos e sobre suas vivências durante a graduação. Os estudantes e ex-estudantes universitários discorreram sobre os cursos em geral, suas dinâmicas e o que é estudado, e sobre as faculdades que frequentam. Ainda, houve espaço para que aqueles que assistiam às lives pudessem enviar perguntas e sanar suas dúvidas diretamente. 

           

"Nós demos preferência para graduandos de cursinho populares e procuramos diversificar as profissões e universidade dos convidados", conta Yuri Laurentino sobre a organização da feira. Esse processo se dá a partir da divisão de áreas: a logística, que define todos os cursos abordados, e a área de captação de pessoas, que entra em contato com os estudantes e profissionais das áreas. "Procuramos pessoas que possam esclarecer tudo sobre os cursos, desde a graduação até o caminho profissional, para que os vestibulandos possam escolher da melhor forma o curso que irão trilhar."

           

Para a edição deste ano, foi necessário empreender uma série de mudanças. Presencialmente, a feira ocorreria em um único dia em formato de estandes, de modo que os participantes da Feira pudessem passar por esses estudantes de cursos diversos e ter tempo para conversar e tirar dúvidas. No modelo remoto, foi necessário adaptar a quantidade de dias e de tempo, já que, simultaneamente, os vestibulandos poderiam perder informações sobre muitas carreiras. 

           

Yuri Laurentino aponta como a Feira busca atingir os alunos do Cursinho FEAUSP e pessoas menos privilegiadas economicamente, mas "a feira tem um grande potencial, capaz de atingir um público muito diverso". Dessa forma, o formato online possibilitou, além de atingir o público-alvo, que pessoas que não poderiam frequentar o evento, caso ele ocorresse presencialmente, também tivessem a oportunidade de aproveitar as palestras. 

           

O coordenador financeiro do Cursinho ainda aponta que a entidade tinha a expectativa de atingir mais pessoas do que seria possível no formato tradicional, e, com as visualizações das lives e pela mensuração de alcance, pode-se perceber que essa expectativa foi alcançada. "Está sendo gratificante ver as pessoas decidirem que caminho trilhar por conta da ajuda da feira, temos a sensação de dever cumprido."

 

Data do Conteúdo: 
quarta-feira, 2 Setembro, 2020

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