FEA X FEA - Desenvolvimento brasileiro em foco

Professores da FEA, autoridades, especialistas e pesquisadores debatem temas relativos ao desenvolvimento do Brasil nos meses de maio e junho.

    Discutir idéias, apresentar resultados de estudos e promover debates acerca de questões nacionais e internacionais relevantes são atividades constantemente realizadas na FEA. Nos meses de maio e junho não foi diferente.

    Em vários eventos, docentes da Faculdade, especialistas, autoridades e pesquisadores debateram temas importantes a respeito do desenvolvimento brasileiro. “Brasil: periferia como centro de si mesma”, “Poupança, investimento e desenvolvimento do mercado financeiro pós-estabilização”, “A Amazônia sob a ótica da segurança”, “A agricultura após a abertura ao exterior”, “Crescimento econômico e distribuição de renda: prioridades para ação”, “Gasto e consumo das famílias brasileiras contemporâneas” e “A questão metropolitana no Brasil” foram alguns dos assuntos abordados nos seminários e palestras que aconteceram na escola nesses dois meses. Além disso, também foi realizado, na FEA, o XII Encontro Nacional de Economia Política, com o tema central “O Brasil e a América Latina no capitalismo contemporâneo: contradições e perspectivas do desenvolvimento”.

    Vamos, então, conhecer um pouco mais sobre todos esses assuntos, tão importantes para a compreensão do atual estágio de desenvolvimento do Brasil!

    “Brasil: periferia como centro de si mesma” foi o assunto discutido em 29 de maio, fechando o ciclo de palestras do Mês Cultural do curso de Relações Internacionais. O evento, cujo tema central foi “Ação Cultural em Zonas de Conflito na América”, procurou abordar, sob o aspecto sociológico, o processo de produção cultural em regiões conflituosas no continente americano e como esta região pode se tornar um local de resistência de comunidades em meio à pobreza, à segregação racial, à repressão oficial e à luta social.

    Segundo o presidente do Centro Acadêmico de Relações Internacionais, Jônatas Ribeiro de Paula, a palestra do dia 29, que contou com a participação da etnomusicóloga Francisca Marques e do antropólogo Pedro Guasco, analisou o papel das periferias na produção cultural brasileira, bem como a influência do relacionamento de certos grupos sociais marginais com o restante da sociedade na formulação dessa expressão cultural.

    “Poupança, investimento e desenvolvimento do mercado financeiro pós-estabilização” foi o tema central de mais um evento coordenado pelo exministro da Fazenda e do Planejamento e professor emérito da FEA, Antonio Delfim Netto, no dia 30 de maio, como parte dos Seminários “Brasil no Século XXI”. O foco do debate foram as profundas mudanças institucionais pelas quais passaram tanto o setor bancário, quanto o mercado de capitais no período pós-1994. De acordo com o professor Márcio Issao Nakane, além desses avanços, também foram apreciados os gargalos que ainda existem e precisam ser superados, como a forte presença governamental nesses setores e a baixa disponibilidade de fontes de financiamento de longo prazo a custos acessíveis. 

    No dia 31 de maio, a palestra do general Eduardo Villas Boas, organizada pelo professor Jacques Marcovitch, tratou do tema “A Amazônia sob a ótica da segurança”. De acordo com o prof. Jacques, os maiores desafios da Amazônia são o vazio demográfico, a distância dos centros de poder e, principalmente, a ausência do Estado, que só se manifesta de modo repressor, não oferecendo incentivos e oportunidades para o desenvolvimento da região, o que se reflete na preservação da própria floresta.

    Com o intuito de esclarecer um pouco mais sobre esses desafios, a apresentação do general concentrou-se não só em questões relacionadas à segurança, mas também em aspectos ambientais, sócio-econômicos e culturais da região, com ênfase na questão indígena e na importância da região amazônica para o Brasil e para o mundo. Para explicar a relevância dessa discussão, o prof. Jacques acrescenta: “a região, que ocupa metade do território brasileiro, possui cerca de 70% do volume de água doce e forma o maior banco genético de biodiversidade do planeta”.

Data do Conteúdo: 
quarta-feira, 1 Agosto, 2007

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