FEA X FEA - Convênio: o primeiro degrau para a internacionalização

Presidente da CCInt explica como se dá o processo de internacionalização e mostra a posição de destaque da FEA com relação ao número de convênios internacionais

    ATUALMENTE, A FEA É RECONHECIDA COMO A ESCOLA COM O MAIOR NÚMERO DE CONVÊNIOS, NO BRASIL. Segundo o presidente da CCInt, professor Edson Luiz Riccio, a Faculdade já tem 80 convênios e vários em andamento. É a primeira a ter um Duplo Diploma em Administração, no Brasil. O professor trabalhou um ano com a Euromed Marseille para a concretização desse projeto, agora implementado. Mas, essa não é uma conquista fácil, e exige muito trabalho e dedicação. “O primeiro passo é entender que o processo de internacionalização é uma resposta à globalização”, comenta o prof. Riccio, que lembra: “quando eu assumi, tínhamos apenas 10 convênios, vários alunos nossos que iam e nenhum que vinha. Então, comecei a trabalhar no sentido de eliminar essa assimetria, buscando Escolas que tinham interesse em estabelecer acordos com a FEA”. Para isso, contamos com a ajuda de todos os professores da FEA, que fazem indicações e nos trazem seus contatos no exterior. De acordo com o prof. Riccio, um convênio leva de 6 meses a um ano para se consolidar, pois existem várias etapas necessárias para que isso aconteça. “É preciso abrir as portas, ir visitar a escola, trocar correspondência, até que o acordo seja assinado”, esclarece o professor, que destaca as fases posteriores à assinatura do convênio: “a finalidade é criar condições, primeiramente, para o intercâmbio acadêmico entre alunos de graduação, em seguida, pós-graduação, e, posteriormente, o Duplo Diploma e o intercâmbio de professores e a pesquisa conjunta”.

    Para o prof. Riccio, o sucesso do processo de internacionalização só é possível quando se estabelece esse número de acordos, e se adapta a Escola às necessidades dos intercambistas. “Aqui, nós oferecemos um curso de português gratuito. Além disso, eu já criei uma disciplina em inglês e solicitei aos outros dois departamentos que também criassem”, aponta o professor. A criação dessas disciplinas aumenta a atração de alunos estrangeiros, pois permite que esses alunos possam completar os 30 créditos semestrais exigidos pelas Escolas de Ensino Superior européias. Com todo esse esforço, hoje já se pode perceber na FEA um ambiente internacional. “Alguns professores, assim como eu, foram convidados para dar aulas em Faculdades estrangeiras. Isso prova que o aluno de graduação gera uma massa de relações que vai se consolidando até chegar ao intercâmbio de docentes e à pesquisa conjunta”. O prof. Riccio acaba de voltar da França, onde participou, como palestrante, de uma “Semana do Brasil” na Universidade de Pau, que é uma das conveniadas da FEA. “Esse evento é a coroação do que chamamos de processo de internacionalização”, celebra o presidente da CCInt, que apresentou um paper mostrando que os resultados dessa relação são frutíferos para os alunos. “O estudo comprovou que, após o intercâmbio, houve continuidade dos contatos, e aumentou a empregabilidade do aluno brasileiro”,finaliza.

Data do Conteúdo: 
quarta-feira, 1 Março, 2006

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