FEA Sustentabilidade - Faculdade adere à Carta da Terra

Para diretor da FEA, temos de introduzir esses valores nas disciplinas de forma a valorizar iniciativas sociais e ambientais

Nicolas Gunkel
Em um ato simbólico na luta por um planeta mais justo e sustentável, a FEA aderiu em agosto à Carta da Terra, declaração internacional que prega valores éticos e ambientais para a construção de uma sociedade mais digna. A inclusão da FEA entre as mais de 4,5 mil entidades participantes foi proposta pelo diretor da Faculdade, professor Reinaldo Guerreiro, e aprovada por unanimidade na última reunião da Congregação.

Tendo em vista o bem-estar de toda família humana e a qualidade de vida das futuras gerações, a Carta da Terra busca guiar todos os povos a um novo sentido de interdependência global e responsabilidade compartilhada. É não só uma "visão de esperança", como diz seu texto, mas "um chamado à ação".

Ao aderir à cartilha, a FEA se compromete com objetivos tais como a proteção ecológica, a erradicação da pobreza, o desenvolvimento econômico equitativo, o respeito aos direitos humanos, à democracia e à paz. Para o professor Reinaldo Guerreiro, a participação da Faculdade serve de "exemplo para as demais escolas e entidades" da Universidade. Trata-se também de uma forma, de acordo com ele, de conscientizar a comunidade Feana. "Muito embora a FEA se dedique a ensinamentos e cursos objetivando a maximização de resultados, com essa adesão, objetivamos ampliar a consciência de professores e de alunos de que outros valores são igualmente importantes", defende.

O diretor acredita que os elementos da Carta da Terra serão incorporados ao cotidiano da Faculdade de forma gradual. "O conteúdo da "Carta" deverá aos poucos fazer parte dos valores da FEA. Deveremos levar isso aos nossos alunos de graduação e pós-graduação, e também aos professores", afirma. "De certa forma temos que introduzir esses valores nas disciplinas de forma a valorizar iniciativas sociais e ambientais, e não somente as técnicas de maximização do lucro empresarial".

Apesar de não ser obrigatória, um crescente número de juristas internacionais passou a conferir à Carta da Terra o status de lei branca ("soft law"). As leis brancas, assim como a própria Declaração Universal dos Direitos Humanos, são consideradas como moralmente, mas não juridicamente obrigatórias para os governos, organizações e organismos internacionais. Ratificada sua legitimidade, a lei branca pode servir de base para o desenvolvimento de uma lei stricto sensu (hard law).

O texto da Carta da Terra na íntegra e informações de como colaborar podem ser conferidos no site www.cartadaterrabrasil.org.


Data do Conteúdo: 
segunda-feira, 16 Setembro, 2013

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