FEA promove primeira edição do SciBiz - Science meets Business

Por Bruna Arimathea

O dever e a função de uma universidade pública não se percebem apenas nas ações da instituição com cunho social, mas também nos projetos que desenvolve e nos avanços que serão fundamentais para a sociedade no futuro.

Fazer chegar à população conhecimentos sobre inovação e projetos de pesquisa é uma das funções da USP. Foi o que comentou Antonio Mauro Saraiva, membro da Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade de São Paulo, no primeiro SciBiz – Science Meets Business, evento organizado pelo Prof. Moacir de Miranda Oliveira Júnior, chefe do Departamento de Administração da FEAUSP e realizado na faculdade nos dias 23 e 24 de março.

Saraiva afirmou que a universidade tem o arcabouço necessário para viabilizar esse impacto de dentro para fora. “A USP certamente tem a missão de fazer o conhecimento chegar à sociedade. Ela [sociedade] entende os resultados, mas não entende o retorno da pesquisa na sua própria fase de pesquisa. Entender o papel fundamental que a pesquisa tem, essa é preocupação de mostrar na prática como ela se transforma em resultados úteis”, afirmou.

Para Saraiva, um dos problemas nessa ponte, também, é a falta de tradição ou de costume de algumas faculdades. "Há um processo natural, em algumas das faculdades da USP, para a manutenção de pesquisas, como a própria FEA e as áreas de tecnologia e saúde. Porém, alguns institutos ainda estão pouco inseridos na realidade e na cultura de levar a pesquisa para fora dos limites da Universidade".

“Inovação não é só tecnologia. Ela se aplica a qualquer área, por isso que todas elas precisam entender, até para que a gente consiga reverter ranços que existem, uma certa rejeição dessa interface da universidade com setores externos, em particular com o setor privado”, comentou o assessor da Pró-Reitoria de Pesquisa Antonio Mauro Saraiva.

O aluno também é parte fundamental dessa transmissão de conhecimento. No modelo de graduação hoje existente no Brasil, em comparação ao aplicado nos Estados Unidos, por exemplo, o estudante se conserva mais em sua própria carreira de estudo, fazendo poucos intercâmbios entre as áreas da universidade. Assim, a inovação e o ímpeto de empreender, criando projetos e desenvolvendo tecnologias, são subaproveitados.

“Os alunos devem ser os principais drivers dessa mudança. A gente sente isso. Qualquer incentivo que a gente tem na universidade, que envolva alunos, a coisa deslancha, e é natural que seja assim. Eles têm uma energia própria da idade, curiosidade, que é o que faz mover as coisas e faz mudar o mundo”, encerrou Saraiva.

Data do Conteúdo: 
quinta-feira, 5 Abril, 2018

Departamento:

Tags:

Sugira uma notícia