FEA inicia atividades do programa envelhecimento ativo

  Dr. Egídio Dórea com os funcionários da FEA na primeira reunião do projeto na Faculdade
 

“A idade avançada não implica em dependência. O envelhecimento saudável é mais que apenas a ausência de doença”, afirma Margaret Chan, diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), no Relatório Mundial de Envelhecimento e Saúde. Também cunhado pela OMS, Envelhecimento Ativo é um termo que define o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas.

Pensando em oferecer melhores condições para seus funcionários, e prezando pela qualidade de seu envelhecimento, a USP em parceria com o Hospital Universitário (HU), desenvolveu o projeto “Envelhecimento Ativo”, que abrange algumas unidades da Universidade e vigora há quase três anos.

A iniciativa, coordenada pelo dr. Egídio Dórea, teve início em 2015 e a primeira unidade atendida foi a Escola Politécnica. Desde então, outras faculdades vêm se mostrando interessadas em aderir ao programa e, hoje, além da Poli, a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), o Instituto de Matemática e Estatística (IME), a Guarda Universitária, o Instituto de Física (IF), a Superintendência de Comunicação Social, o Instituto de Biociências (IB) e a Edusp realizam acompanhamento dos empregados. Além disso, profissionais do Centro de Práticas Esportivas (Cepeusp) e do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) estão envolvidos no programa.

Para a FEAUSP é importante participar desse programa. Já em vigor na faculdade, o programa passou pela palestra inicial, além de um workshop, realizado no mês de agosto, onde os participantes receberam as orientações do funcionamento. Agora, está na fase das primeiras consultas médicas para avaliação dos funcionários. Márcia Bispo, assistente administrativa da casa, foi a responsável por trazer o programa para FEA e incentivar a participação feana.

“Para integrar o programa, o funcionário tem que obrigatoriamente ter participado tanto da palestra quanto do workshop. Nós temos cerca de 105 funcionários administrativos na FEA, com uma média de 33% deles participando do projeto”, afirmou Márcia. A assistente também indicou que um novo workshop será preparado para que mais funcionários tenham a oportunidade de integrar as atividades.

Na primeira reunião com os funcionários da FEA, o dr. Dórea explicou que o programa é pautado nos quatro pilares essenciais: saúde, educação, participação e proteção. Passando por cada um deles, a experiência dos funcionários se tornará cada vez mais completa, tornando-os cientes dos hábitos que precisam incorporar para alcançar um envelhecimento saudável. No workshop, em teor mais prático, foram entregues pastas com conteúdo de orientação, além de cadernetas de atividades e acompanhamento médico. O termo de compromisso, importante para assegurar o cumprimento das atividades, também foi assinado durante o encontro.

Os interessados em fazer parte do programa, cerca de 32 funcionários, passam por uma triagem para atestar com maior precisão o antes e o depois das atividades. A primeira avaliação consiste em exames básicos e perguntas sobre qualidade de vida no trabalho e no cotidiano. Em seguida, é realizado um levantamento dos dados da pessoa, como histórico de doenças e condições de saúde, e a avaliação médica indicará se o exercício de atividades físicas está liberado. O encaminhamento ainda pode seguir outras linhas, como terapia ocupacional, orientação nutricional, odontológica, psicológica ou financeira, por exemplo.

No Cepeusp, os participantes podem escolher entre as aulas oferecidas e conversar com os professores da modalidade, sem pagar nenhuma taxa. Cada atividade reserva uma quantidade de vagas especialmente para o programa. O exercício, no entanto, não precisa se limitar ao Centro: podem ser feitas fora da USP ou em outras dependências da universidade.

“Tem pessoas que fazem em academia, caminham, correm, não necessariamente precisa fazer no Cepê, mas a pessoa tem que se mexer, tem que praticar atividade física”, pontuou Márcia. Ela também destacou o ambiente uspiano como propício para o cumprimento das orientações do programa. O fato de estar aqui na Cidade Universitária facilita muito, mesmo que não vá ao Cepeusp, mas há todo campus para caminhar, correr. Isso, sem dúvida facilita muito, não precisar se deslocar para fora da universidade”.

O funcionário deve permanecer no projeto por no mínimo um ano, seguindo as metas estabelecidas durante o período de avaliação. Os participantes estabelecem uma relação com o programa por meio de um termo de compromisso, por isso é muito importante seguir as rotinas de atividades e monitorar as demais orientações requisitadas em cada caso.
 

Quem pratica

Mayra Ogura, da Assistência de Comunicação, ressaltou que o constante acompanhamento de profissionais dentro da universidade é um fator essencial para o sucesso do projeto. “Eu, por exemplo, vou passar por nutricionista também. Comecei a fazer atividade física no Cepeusp, e depois de um tempo a gente volta para a consulta para reavaliar e ver como a gente está. O bom do programa é que vai ter alguém pra ficar no seu pé”, contou Mayra.

A facilidade de ter todos os serviços oferecidos dentro da USP também atrai os funcionários, mesmo aqueles que já praticavam algum tipo de atividade fora da universidade. Elaine Graciano, chefe de Serviços Gerais da FEA, pratica capoeira há quatro anos e espera unir o exercício aos benefícios trazidos pelo projeto. “[Espero] ser beneficiada como funcionária em acompanhamentos médicos e em poder fazer as atividades físicas escolhidas por mim. Serei atestada em estar fazendo os exercícios e terei isenção de matrícula [nas atividades do Cepeusp]. Não deixa de ser um benefício que o projeto me proporciona. Pretendo usufruir, também, de outras coisas como dentista e oftalmologista”.

Apesar de ainda estar no início, o programa eleva as expectativas dentro da FEA e já se coloca como importante aliado do funcionário na busca por um envelhecimento com saúde. “Acho que é um programa super importante, uma oportunidade que a gente tem de ser acompanhado por profissionais, e de futuramente ter uma vida saudável. As expectativas são boas porque nem todos têm essa prática de ir ao médico, fazer exames, monitorar diabetes, colesterol, peso e praticar atividades físicas”, encerrou Márcia.

 

Gente da FEA - novembro de 2018
Autora: Bruna de Arimathea

Data do Conteúdo: 
terça-feira, 6 Novembro, 2018

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