FEA CCInt - Os encantos de Budapeste: quem já foi quer sempre voltar

“O fato de ter sido um país comunista já é interessante, mas ouvir histórias e relatos de quem passou por tudo e observar as mudanças, é incomparável.”

    SITUADA NO CORAÇÃO DA EUROPA, BUDAPESTE, CAPITAL DA HUNGRIA, ENCANTA. As águas do Rio Danúbio cortam a cidade ao meio, pelo nome: Buda, histórica e arborizada, e Peste, mais moderna e repleta de animadas ruas comerciais. Esses encantos, somados à intensa mudança histórica e cultural desse país que passou por inúmeras batalhas ao longo dos séculos e deixou de ser comunista há menos de 20 anos, são alguns dos motivos que fizeram os intercambistas da FEA se apaixonarem por Budapeste e recomendarem – unanimemente – essa viagem.

    Para Daniel Fisberg, Budapeste é perfeita. “Vários atrativos culturais, faculdade de ponta e pessoas especiais. Gostei tanto que voltei recentemente para passar férias”, diz Daniel. No melhor estilo europeu, Budapeste é extremamente rica em esculturas e monumentos. “O Danúbio e seus prédios nas margens, cheios de detalhes, tem um clima e uma atmosfera charmosos e incríveis”, conta André Saab.

    Muito do que se vê nas ruas – o Parlamento, a igreja Matias, os bulevares – são da época do império austro-húngaro. É recente a construção da identidade cultural do país. “Os húngaros são antipáticos, principalmente os mais velhos. Mas não é proposital. O passado ainda é muito enraizado, é um povo que foi massacrado e dominado por outros durante muito tempo”, conta Luiz Eduardo Abate de Siqueira, que depois do intercâmbio já esteve lá duas vezes e planeja voltar. Segundo Daniel, “Budapeste é fantástica, milhares de coisas para fazer e apesar de algumas exceções o povo é simpático e receptivo”.

    Para André, foi um privilégio acompanhar as mudanças histórico-culturais pelas quais passa o país. “O fato de ter sido um país comunista já é interessante, mas ouvir histórias e relatos de quem passou por tudo e observar as mudanças, é incomparável”, destaca ele, que também voltou para lá nas férias. “O Leste Europeu é exótico e misterioso”, acrescenta André.

    A vontade de voltar é geral. “Linda, Budapeste respira História. As pessoas são ótimas. Fiz grandes amigos, conheci o Leste Europeu viajando de carona e o melhor, tudo lá é mais barato. Dá prazer em voltar. Não é igual, mas só o fato de rever a faculdade e os lugares em que estive foi muito bom”, conta Angelina Yamada.

    A dificuldade maior é a língua – magyar –, considerada uma das mais difíceis. “Mas é possível aprender o básico”, aconselha André. Assim como ele, Fábio Pimentel e Daniel tiveram grandes problemas na hora de cortar o cabelo, por exemplo: não conseguiam explicar como queriam o corte. “Quando fui ao supermercado quis chorar olhando aqueles enlatados! Só rótulos cheios de coisas escritas e nenhum desenho”, conta Angelina. Heloisa Valente concorda: “A língua é completamente maluca! Tem palavras com vários acentos, tipo uns quatro! Mas soa gostoso!”

LAZER E AGITO

    Para Alberto Tsuyoshi, “a cidade mistura o antigo com o novo, o comunismo com o capitalismo, a modernidade com o tradicional. A vida noturna é agitada e é seguro andar nas ruas de madrugada”. André e Fábio estiveram em várias festas, inclusive na embaixada brasileira. “Fomos convidados pelo próprio embaixador do Brasil”, lembra Fábio. A faculdade também é animada. “Muitas atividades, visitas a lugares turísticos, jantares típicos, festas (nos porões da faculdade)”, conta. “Também adorei a Ilha Marguerita, que fica no meio do Rio Danúbio, um parque que tem baladas à noite, no verão. Eles chamam de open air. Em uma cidade chamada Siófok fui à melhor festa da minha vida”, lembra Heloísa. 

    As famosas águas dos banhos termais abrigadas por belíssimas construções são uma atração à parte, portanto não esqueça o maiô. Para Angelina e Luís, o melhor é no inverno: enquanto fora da água a temperatura está -100C, dentro passa dos 300C. Além dos banhos, outro atrativo é o lago Balaton, considerado a “praia” do país.

    A culinária não agrada tanto. Língua com feijão e ovos cozidos, muita páprica, vários pratos com carne de porco e fígado de ganso. “A comida em geral é gordurosa e pesada”, conta Angelina e Heloisa concorda: “o que eu mais gostei foi uma espécie de cream cheese coberto com chocolate.Só não recordo como escreve, mas falase turu rudi”, conta.

    Para Heloisa, Budapeste é melhor que São Paulo. “Menos trânsito e transporte público que funciona”. E barato para os estudantes. “Pagamos cerca de oito euros por mês para andar à vontade de metrô, bondinho e ônibus”. Como não há quem não queira voltar, Budapeste promete conquistar novos intercambistas. Se você for, guarde essa dica final do André: “O museu Terror House, com informações sobre o comunismo e o fascismo na Hungria é uma visita importante”.

Data do Conteúdo: 
sexta-feira, 1 Agosto, 2008

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