Estágio internacional: alunos da FEA contam sua experiência na França

A ONG ABC e a Fundação Peter e Luise Hager, em parceria com a FEA e o CAVC Idiomas, proporcionaram a oito alunos de baixa renda da graduação a oportunidade de um estágio internacional. Depois de seis meses de trabalho e aprendizado na França, eles voltaram para o Brasil com novas perspectivas sobre trabalho e carreira.

“No geral, eles prezam muito pela questão da qualidade de vida dentro das empresas”, conta Caique Santana, estudante de ciências atuariais que trabalhou na ES (Electricité de Strasbourg). “As pessoas não trabalham como se fosse o fim do mundo”, completou Felipe Avelino, graduando de economia que trabalhou na divisão de controle do grupo Hager.  

Antes de serem escolhidos, os oito passaram por diferentes etapas de seleção. O que incluía declaração de renda, quadro de notas, carta de admissão, entrevista por Skype, enfrentar um consulado na época do Natal e outros entraves burocráticos. 

“Na época em que eles foram, não tinha essa prerrogativa do estágio internacional”, afirma a professora do departamento de Administração e coordenadora da CCInt (Coordenação de Cooperação Internacional), Kavita Miadaira Hamza. Para que os alunos não precisassem trancar a matrícula enquanto estavam fora, foi preciso matriculá-los em uma disciplina optativa livre para atividades internacionais da própria professora. 

Na seção de estágios da FEA, nada estava pensado para a internacionalização. Por exemplo, para validar um estágio é preciso cadastrar a empresa. E para tal é necessário o número do CNPJ da empresa. Como, então, cadastrar uma empresa que tem sede fora do Brasil? 

Outra barreira foi a língua. Nenhum deles sabia francês, por isso ganharam do CAVC Idiomas, em condensados seis meses, o curso de francês que dura normalmente um ano e meio. Alguns relataram que foi difícil conciliar trabalho, faculdade e francês. No caso da Andreza Silva, aluna de economia e Andressa Beltrão, aluna de administração,  que trabalharam no Grupo Hager, “os horários eram a tarde, e a gente trabalhava na época. Então a gente teve que procurar um curso a parte”, disseram. 

A experiência de viajar para o exterior, receber um salário em euros e fazer uma grande troca cultural foram ativos que, sem as empresas, os alunos não teriam. Mas a experiência deles também foi incorporada no funcionamento das empresas. Segundo a professora Kavita, os relatórios enviados a ela classificavam os estagiários como autônomos e propositivos.

Andreza contou seu exemplo para demonstrar como a troca foi positiva para ambos os lados: “Uma pessoa de fora talvez tenha outras preocupações, outros olhares, que quem está lá dentro não vai ter. No final, eu desenvolvi um trabalho muito legal com eles. Criei uma base de dados, criei indicadores, que ninguém havia pensado”.  

    Alunos da FEA que foram à França em estágio internacional proporcionado pela ONG ABC e a Fundação Peter e
    Luise Hager, em parceria com a FEA e o CAVC Idiomas


Gente da FEA - agosto de 2019
Autor: Breno Queiroz

Data do Conteúdo: 
segunda-feira, 26 Agosto, 2019

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