CIPA realiza primeira campanha de doação de sangue

Por Bruna Arimathea 

 

O auditório Safra abriu as portas, nesta terça-feira (2), para uma atividade que pode salvar vidas. A primeira ação para doação de sangue, organizada pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes FEAUSP, realizou coletas durante todo o dia e aproximou estudantes, professores e funcionários da possibilidade de serem de doadores.

Num dia de calor intenso, a Presidente da CIPA FEAUSP, Ana Cristina dos Santos se mobilizou para deixar o espaço o mais agradável e, claro, incentivar os feanos e alunos de outras unidades a participarem da ação. Esse foi o caso de Drielly de Souza Lima, estudante do primeiro ano do Instituto de Relações Internacionais (IRI) que, seguindo o exemplo do seu ídolo Cristiano Ronaldo, veio participar de uma campanha de doação de sangue pela primeira vez. Fã do jogador de futebol, a aluna contou que, inspirada pelo craque, sempre quis doar, mas não tinha a idade necessária para fazê-lo. O craque português costuma fazer doações todos os anos e, com a atitude, incentivou a paulista a doar uma semana após completar 18 anos.

“Na verdade, eu sempre tive vontade de doar sangue. Eu sou fã do CR7, e ele doa todo ano e também faz campanha pra isso, então a primeira coisa que eu queria fazer quando completasse 18 anos era doar. Meu aniversário foi semana passada e eu fiquei sabendo que ia ter doação de sangue aqui, como o IRI é aqui do lado eu falei: ‘é a chance!’”, relembrou Drielly

A comodidade de ter um centro de coleta instalado dentro da USP também possibilitou que Drielly agilizasse a meta de ser doadora. “Eu estava planejando ir semana passada ao hemocentro nas Clínicas, mas como eu tinha muitas provas, não tinha como ir. Então acho que se a doação não tivesse vindo até mim eu ainda não teria conseguido doar durante esse período’”.

Juliana Baroni, médica responsável pela coleta na FEA, afirmou que ações como essa poderiam ser mais frequentes e que a própria Universidade poderia pensar em formas de incentivar seus alunos a participar, como abono em créditos/aula ou de faltas no dia da coleta. A profissional também ressaltou a importância desse tipo de atividade. “A ação informa os alunos como funciona a coleta, como pode ser. A maioria que eu eu atendi aqui hoje foi a primeira doação. E é a melhor coisa essa iniciativa começar dentro da universidade”.

Os principais requisitos para ser um doador apontados pela Dra. Juliana foram o peso, as condições de saúde e as intervenções como piercing e tatuagem. Mulheres devem ter mais de 53 kg para doar, enquanto homens acima dos 50 kg já estão liberados. É importante não ter tido gripe nos últimos sete dias. Aos fumantes, o período permitido para a coleta é, no mínimo, três horas depois do último cigarro. Todas as orientações estão disponíveis no site do Banco de Sangue Paulista (https://www.bancodesanguepaulista.com.br/duvidas-frequentes)

Atitudes geram atitudes

Ana Cristina, presidente da CIPA, explicou que a iniciativa foi baseada na mesma campanha que a FEA Social já realiza há alguns anos. Visando um maior serviço à comunidade feana além do trabalho em segurança na faculdade, Ana entendeu a oportunidade como ideal para promover a atividade que pode salvar vidas.

“É a primeira vez que a CIPA está trazendo [a coleta]. Eu me baseei nas iniciativas de umas das entidades da faculdade, a FEA Social e achei o trabalho muito bom. A Ana Lívia [então presidente da entidade na última campanha] comentou sobre a possibilidade de ter mais uma vez a coleta na FEA. A comissão achou importante trazer e está aqui”, afirmou Ana Cristina.

A presidente destacou a função social que deve ser levada em conta e que está cada vez mais nos projetos liderados pela Comissão. A intenção é que a campanha se mantenha também para os anos seguintes. “O papel da CIPA é promover ações que envolvam as pessoas, que a  conscientizem, porque há uma certa cultura de não poder doar ou as pessoas desconhecem os requisitos necessários. Você trazer o hemocentro aqui fica mais fácil, não só para a comunidade feana, mas para todas as pessoas. Não é especificamente para funcionários, é pra todos que tiverem interesse e quiserem fazer uma boa ação. Eu plantei uma sementinha. Espero que as pessoas que venham a futuramente tomarem posse [da comissão] continuem a semear”, declarou.

O reconhecimento e a adesão em campanhas como esta possibilitam a inserção do pilar que visa o retorno da comunidade universitária à sociedade e mostra que as portas estão abertas para que ações como esta estejam cada vez mais próximas.

“Às vezes parece que fica tudo muito longe, então você vai eliminando essas desculpas. As pessoas podem dizer ‘tenho aula na faculdade’, mas você já está na faculdade! Facilita muito e incentiva mesmo. Eu estava conversando com meus amigos que também vão passar aqui depois da aula, então o fato de estar perto vai facilitar muito o aumento das doações, principalmente porque aqui [no Brasil] não é um hábito tão grande assim. Acho que é fundamental”, encerrou Drielly.




 

Data do Conteúdo: 
Quarta-feira, 3 Outubro, 2018

Departamento:

Sugira uma notícia