Após 4 anos, o sentimento do dever cumprido

Ao entrar na Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas – FCEA, em 1965, jamais poderia imaginar que após 49 anos seria eleito diretor da FEA para um mandato de 4 anos. Certamente para quem conviveu por quase 5 décadas da vida, passadas na Faculdade, foi um grande orgulho e ao mesmo tempo um enorme desafio.

O início de minha gestão já sinalizava de maneira muito clara que seria um período bastante duro com severa restrição orçamentária. Vivenciávamos no princípio do mandato greves sucessivas com forte impacto na economia brasileira e paulista. A crise de abastecimento hídrico mostrava que a dependência de água seria um fenômeno de lenta recuperação e a crise na política dava o prognóstico do que viria pela frente.

Para qualquer pessoa que se debruçasse sobre alguns resultados prenunciadores do que seria o futuro próximo do País iria perceber de imediato que:

- A economia não estava crescendo;
- PIB para o ano de 2014 de 0,24% e inflação superior a 6,45%;
- Taxa Selic no nível de 11,25%;
- Baixo investimento em infraestrutura, comprometendo o desenvolvimento;
- Política fiscal com desonerações e contabilidade criativa, entre outros temas.

Este foi o quadro que persistiu ao longo do mandato provocando de início forte recessão e a seguir crescimento, porém muito lento e fraco. Por consequência, a transferência de recursos do Estado para USP teve um acentuado processo de declínio.

Tudo isso ficou ainda mais evidente pelo fato de que, logo no princípio de meu mandato, fui eleito para presidir uma das comissões estatutárias do Conselho Universitário, a Comissão de Orçamento e Patrimônio – COP. Diante desse quadro tivemos que adotar uma gestão muito cautelosa quanto ao uso dos limitados recursos orçamentários e prudência com relação aos investimentos e o custeio.

A despeito da contenção financeira, as atividades acadêmicas e administrativas foram desenvolvidas com a máxima atenção. A comemoração dos 70 anos da FEA representou um marco na história da instituição. Foi organizado um calendário para enaltecer a trajetória da FEA como instituição desafiadora, enriquecedora e inspiradora.

Idealizamos 7 ações (uma para cada década de aniversário) que fortaleceram a identidade da FEA: 1) o ciclo de palestras “Repensar o Brasil”, no qual especialistas debateram grandes temas nacionais; 2) a atualização da base de dados dos 28 mil alumni; 3) a sessão solene de entrega de título de professor emérito a Jacques Marcovitch e Denisard Cneio de Oliveira Alves; 4) a inauguração do Mural dos professores, com fotos de mais de 600 docentes; 5) o lançamento do site FEA 70 Anos com a história da Faculdade e suas contribuições à ciência e às políticas públicas; 6) a edição histórica do Gente da FEA; e 7) a solenidade dos 70 anos.

Em minha gestão, demos início a implantação física das portarias para controle de acesso aos edifícios da FEA. Essa medida trará com certeza mais segurança à toda comunidade feana e aos visitantes, que deverão se identificar na entrada.  A adoção de catracas foi uma resposta à reivindicação da maioria das pessoas que utilizam diariamente as dependências da faculdade.

Tudo isso só foi possível graças a um grande esforço coletivo em que nunca faltou a colaboração e a participação dos colegas professores, do conjunto de dedicados servidores técnicos e administrativos, e do corpo discente.

Ao passar a direção para os novos dirigentes, professores Fabio Frezatti e José Afonso Mazzon, temos certeza que a FEA está em excelentes mãos e a gestão nestes próximos quatro anos evidenciará ainda mais a excelência da FEA.

Gente da FEA - setembro de 2018
Prof. Adalberto Fischmann
Diretor da FEA de julho de 2014 a julho de 2018

Data do Conteúdo: 
sexta-feira, 24 Agosto, 2018

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