Alunos de educação empreendedora recebem certificado e apresentam seus projetos

Autora: Cacilda Luna
Fotos: Pedro Belasco

O Curso de Atualização em Pioneirismo e Educação Empreendedora, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, foi encerrado no último dia 17 de agosto com um grande evento no auditório Safra da Biblioteca, batizado de seminário “Pioneirismo e Educação Empreendedora: Projetos e Iniciativas”, organizado pelos professores Jacques Marcovitch e Alexandre Saes. Os 35 alunos (professores e educadores) que concluíram o curso receberam seus certificados e os 10 dos melhores trabalhos foram apresentados por seus autores (confira no box). Todos os projetos serão reunidos em uma edição especial, a ser lançada futuramente.  

O diretor da FEAUSP, Adalberto Fischmann, saudou os concluintes afirmando que “certamente são pessoas hoje preparadas para levar esse projeto de educação empreendedora adiante. São multiplicadores, formadores de novos empreendedores”. Fischmann parabenizou, também, os professores Alexandre Saes e Jacques Marcovitch pelo trabalho de difusão da cultura empreendedora. “Esse é um projeto mais do que relevante na atual conjuntura que o país atravessa, onde cada vez mais precisamos de empreendedores”.   

O professor Jacques Marcovitch explicou que o curso foi concebido no ano passado e vem dentro do contexto de um projeto, que se iniciou em 2001, sobre pioneirismo empresarial. “Nós começamos a estudar a figura dos pioneiros que transformaram o século 20 e 21. Tivemos a possibilidade de pesquisar essas trajetórias e, a partir daí, gerar um conteúdo, que foi a base desse curso”. Iniciado em março passado, o Curso de Atualização em Pioneirismo e Educação Empreendedora teve módulos presenciais e a distância. Além de conhecer a História Econômica, os alunos puderam entrar em contato com os grandes empresários que foram pioneiros no Brasil. Os participantes também fizeram uma incursão pelo Museu da Imigração, durante dois dias.

Segundo o professor Alexandre Saes, o curso cumpriu dois papeis fundamentais, que foram o de propiciar o diálogo entre a Universidade de São Paulo e a sociedade, e o de tornar a educação mais efetiva dentro da sala de aula. “A universidade tem conseguido com esse diálogo aprender muito com as experiências na prática e, de fato, os dois dias no Museu da Imigração foram riquíssimos para compreender as experiências e avaliar a implementação dos projetos”. Saes ressaltou, ainda, que “a perspectiva desse curso não era, necessariamente, transformar os alunos em empresários, mas sim empreendedores na forma de compreender o ensino e tornar a educação mais atraente”. 

Pequenos empreendedores

A FEAUSP convidou para a abertura do seminário “Pioneirismo e Educação Empreendedora: Projetos e Iniciativas” os dois primeiros colocados da 4ª edição da Feira de Ciências das Escolas Estaduais do Estado de São Paulo, os alunos Wesley Oliveira (1º colocado) e Nathália Souza de Oliveira (2ª colocada) e seus orientadores, para que pudessem mostrar as inovações de seus projetos. Wesley, da EE Profa. Adelaide Maria de Barros, criou junto com o colega Bruno Gaspar um aplicativo para gerenciamento de resíduos domésticos. Já Nathália, da EE Alexandre Von Humboldt, desenvolveu uma pulseira para sonâmbulos que monitora os batimentos cardíacos durante o sono e produz vibração mecânica para evitar a ocorrência de acidentes.   

Seus respectivos professores ressaltaram a importância dos projetos de iniciação científica no desenvolvimento de atitudes empreendedoras nos jovens. O professor Luís Vieira Pita Neto disse que o trabalho de Wesley focou a sustentabilidade no município de Mogi das Cruzes. “Ter um aluno empreendedor é ter um aluno que possa estar conectado com a realidade em que ele vive”. Segundo ele, o projeto que gerou o aplicativo do descarte de lixo é resultado de uma “ação empreendedora”, que converge para o princípio de tornar o aluno “autônomo, solidário e dotado de competência acadêmica”. O professor Rafael Assenso afirmou, por sua vez, que a iniciação científica possibilita o contato do aluno com um problema, estimulando-o a propor uma solução. “Só o fato de ele ter contato com um problema, permite o desenvolvimento da criatividade e estimula o engajamento social”.

A coordenadora de gestão da educação básica da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, Gisele Nanini Mathias, fez um resumo sobre o novo Plano Estadual de Educação Empreendedora, lançado no início de agosto, que tem por objetivo formar estudantes com conhecimentos, habilidades e atitudes empreendedoras capazes de transformar ideias em soluções inovadoras.

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Data do Conteúdo: 
sexta-feira, 25 Agosto, 2017

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