Acordo levará alunos de doutorado da FEA à China

Com a participação da USP, da Unicamp e mais 10 universidades latinoamericanas, foi lançado em junho, na China, o Fudan Latin America University Consortium, um consórcio internacional de universidades que tem por objetivo estabelecer uma plataforma interdisciplinar de cooperação científica e promover programas de mobilidade. O consórcio é coordenado pela Fudan University, uma das mais importantes e antigas universidades chinesas, localizada em Xangai.

O foco inicial do acordo são os alunos de doutorado em Economia e Administração. A FEA será a primeira unidade da USP a participar do intercâmbio. Posteriormente, ele será estendido para todas as áreas de conhecimento da Universidade, assim como para o mestrado e a graduação. A ideia é que a partir do ano que vem (2018) os doutorandos da FEA já tenham um coorientador na Fudan University e passem um período de três a seis meses na China.

Representando o reitor Marco Antonio Zago, o professor da FEA Paulo Roberto Feldmann esteve no Shangai Forum 2017 para assinar, junto com os dirigentes das outras universidades latinas, o memorando de entendimento. O Shangai Fórum é um seminário promovido pela Fudan University e pela Korea Foundation for Advanced Studies, que reúne pesquisadores do mundo todo.

Além da USP e da Unicamp, o consórcio é formado pela Universidad de Buenos Aires, Universidad Nacional de la Plata, Pontificia Universidad Catolica de Chile, Universidad de Chile, Universidad del Rosario, Universidad de los Andes, Instituto Tecnológico y de Estudios Superiores de Monterrey, Universidad Autónoma de México, Universidad ESAN e Universidad Nacional Mayor de San Marcos.

“A FEA terá uma grande oportunidade de bolsa-sanduíche. Somos muito focados nos EUA e na Europa. Agora, vamos abrir a possibilidade de nossos alunos fazerem suas teses de doutorado na China”, comemorou Feldmann. Segundo ele, várias áreas dominadas pelos chineses são atrativas para os alunos da FEA. Ele citou como exemplo dentro da Administração o planejamento, tanto público quanto privado. “O setor público deles é muito eficiente”. A China também é bastante avançada na área industrial e detém tecnologia em automação industrial. “Eles conseguem misturar mão de obra barata com robotização total”.

Em novembro, os representantes das 12 universidades integrantes do consórcio irão se reunir em Bogotá para acertar as regras e os procedimentos do acordo. Uma das questões a serem discutidas é o financiamento das bolsas. A expectativa é de que a China arque com 80% dos valores.

A China tem um grande interesse no Brasil, segundo Paulo Feldmann. O país asiático é nosso principal parceiro comercial. “É o terceiro país que mais investe no Brasil e querem se tornar o primeiro”. Para o docente, o objetivo dos chineses é aumentar sua influência no mundo. Além de ser o maior produtor industrial, deve ultrapassar o PIB dos Estados Unidos daqui a 3 ou 4 anos.

Gente da FEA - agosto de 2017
Autora: Cacilda Luna

Data do Conteúdo: 
terça-feira, 8 Agosto, 2017

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