2ª edição do Incubator Commitment Meeting é realizada na FEA

Por Bruno Carbinatto

 

Pela primeira vez no Brasil, o Incubator Commitment Meeting (ICM) teve sua segunda edição realizada na FEAUSP, no último mês de maio, sob a organização da professora Ana Carolina de Aguiar Rodrigues, do departamento de Administração. O ICM é um evento intermediário entre as edições das Conferences on Commitment, organizadas pela Ohio State University (EUA). Estiveram presentes, além dos pesquisadores brasileiros, especialistas dos Estados Unidos, Canadá, Holanda, França, China, Israel e Turquia.

 

Sob o tema “Comprometimento e mobilidade global”, o evento abordou como as relações atuais de trabalho e os diversos processos migratórios afetam o comprometimento, e como as metodologias de pesquisa podem se adaptar a esse fenômeno. Com muita interação e networking, o ICM2019 foi crucial no surgimento de parcerias e cooperação internacional.

 

Surgido em 2016, no Reino Unido, o Incubator Commitment Meeting é o maior evento global sobre o tema. Ele segue o formato de “incubadora”, ou seja, tem o objetivo de trocar experiências e conhecimentos sobre projetos e pesquisas em desenvolvimento, a fim de melhorá-los e fortalecer a linha de pesquisa como um todo. Na primeira edição, os pesquisadores haviam discutido o tema “O futuro do compromisso no local de trabalho”.

 

O formato do evento não foi de uma conferência convencional: havia uma apresentação inicial, ministrada pelo professor Howard Klein (que organiza o evento principal em Ohio), e apresentações dos papers submetidos. Mas o ponto principal foram as discussões em grupos. Nelas, os acadêmicos trocavam experiências e dicas para a evolução do conhecimento em conjunto, em um modelo de “brainwriting” e discussão interativa.

 

“É um evento concebido para produzir novas ideias; saímos com mais de 20 páginas de flip-chart repletas de post-its”, conta a organizadora, Ana Carolina. “Serão o ponto de partida para uma publicação posterior em colaboração com os participantes, assim como fizemos na primeira edição, que rendeu uma publicação em periódico internacional de alto impacto”.

 

Segundo a docente, a responsabilidade foi grande já que esta foi a primeira vez em que essa rede internacional se reuniu no hemisfério sul, e em um país em desenvolvimento como o Brasil. “O investimento em internacionalização vai muito além de criar oportunidades de publicação conjunta; passa também por refletir sobre quais especificidades do nosso cenário provocam e testam o conhecimento já gerado por essa comunidade científica”.

 

O encontro também foi uma oportunidade de apresentar o Brasil e suas raízes para os participantes internacionais. Além da MPB que acompanhava os momentos de descontração e networking, o primeiro dia do encontro foi marcado por uma visita ao MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand). “Foi simbólico reunir todos em frente à obra “Os Operários”, de Tarsila do Amaral, e ali já refletir sobre o que ela significa: as marcas migratórias no mercado de trabalho no Brasil”, disse a professora Ana Carolina de Aguiar Rodrigues.

 

Pensado para ser itinerante, o ICM acontece a cada quatro anos em países diferentes; o próximo deve ocorrer em 2023. A edição deste ano já gerou muitos frutos, entre parcerias e desenvolvimentos conjuntos de pesquisas. “Um evento que fortaleceu tanto a internacionalização quanto a nacionalização da pesquisa nessa área”, comemorou a organizadora.

 

 

 

Data do Conteúdo: 
terça-feira, 4 Junho, 2019

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