FEA homenageia Professor Werner Baer

Público do Seminário em Homenagem ao Werner BaerLembrado com afeição por seus colegas e alunos, o pesquisador e professor Werner Baer deixou um extenso legado e contribuições significativas para os estudos sobre a economia brasileira. Em memória de sua longa carreira, entre os dias 1 e 2 de agosto, a FEAUSP realizou o “Seminário em homenagem ao professor Werner Baer (1931-2016)”, que contou com a presença de seus amigos e colegas, com palestras de nomes importantes como: Alexandre Rands (Datametrica); Antonio Carlos Coelho Campino (FEAUSP); Ariaster Chimeli (FEAUSP); Armando Castelar Pinheiro (IBRE, FGV); Breno Silva e Silva (UFF); Carlos Bacha (Esalq); Celia Kerstenetzky (UFRJ); Charles Mueller (UnB); Claudio de Moura Castro; Donald Coes (New Mexico); Edmund Amann (Manchester); Eduardo Haddad (FEAUSP); Eduardo Pontual Ribeiro (UFRJ); Fernando Holanda (EPGE); Flavio Versiani (UnB); Geraldo Martha (Embrapa); Jacques Kerstenetzky (UFRJ); Joaquim Guilhoto (FEAUSP); Jorge Arbache (UnB); José Goldenberg (IEE, USP); Joseph Love (Illinois); Luiz Carlos Bresser Perreira (FGV, SP); Mahrukh Doctor (Hull, UK); Maria da Graça Fonseca (UFRJ); Paulo César Morceiro (FEAUSP); Philippe Faucher (Montreal); Ricardo Cavalcante (Senado); Roldolfo Hoffmann (Esalq); Simão Silber (FEAUSP); Thomas Trebat (Columbia); Tiago Cavalcanti (FGV, SP); Tony Hall (LSE).

Carreira

Werner BaerFormado pela Queen’s College, nos Estados Unidos e com mestrado e doutorado pela Universidade de Harvard, Baer sempre foi muito interessado pela história econômica latino-americana. Boa parte de sua pesquisa foi voltada para os estudos da industrialização e desenvolvimento econômico da região e, sobre o tema, o professor lançou os livros “Industrialização e Desenvolvimento Econômico no Brasil”(1965), “O Desenvolvimento da Indústria brasileira de aço”(1970) e “A Economia Brasileira: Crescimento e Desenvolvimento”, hoje em sua sexta edição. “Seus livros são obras clássicas para se entender a economia brasileira”, ressaltou o professor Joaquim Guilhoto durante o seminário de homenagem a Baer. Sempre atento ao contexto mundial, Baer também fez contribuições relevantes nos estudos de políticas públicas, inflação, distribuição de renda e igualdade social. “Ele era um homem que entendia os problemas de seu tempo. Aos 25 anos, seu primeiro paper foi sobre o Canal de Suez, um tema que na época era muito importante”, explicou o professor Carlos Roberto Azzoni, “Entre suas muitas qualidades, Baer possuía um espírito empreendedor. Para ele, não havia problema sem solução”, acrescentou.

Em seus trabalhos sobre a economia brasileira, Baer sempre procurou destacar aspectos históricos, sociais e institucionais do legado da colonização portuguesa. O pesquisador também teve uma prolífica carreira como professor, tendo trabalhado em Yale, Vanderbilt e na Universidade de Illinois. No Brasil, ele foi uma peça-chave para consolidar cursos de pós-graduação em todo país, ajudando a fundar e consolidar a Anpec (Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia), além de também ter sido o responsável direto por levar centenas de estudantes brasileiros para estudar nos Estados Unidos nos últimos 50 anos em programas de bolsa para pós-graduação. “Ele ajudou na formação de centenas de economistas, sendo um promotor ativo no aumento de pós-graduados no Brasil, do Amazonas ao Rio Grande do Sul”, comentou o professor Charles Mueller. Durante sua carreira, Baer acumulou prêmios e medalhas por suas contribuições acadêmicas, entre elas a medalha Rio Branco, do Itamaraty, a medalha de Honra da Inconfidência do estado de Minas Gerais e a medalha Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, do governo brasileiro. “O que eu me lembro de quando era aluno, é que todos nós ficávamos envaidecidos com a presença do professor Baer. Ele realmente faz falta, muito da trajetória da FEA se deve à sua obra”, pontuou o diretor Adalberto Fischmann.

Data do Conteúdo: 
sexta-feira, 5 Agosto, 2016

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