Histórico

Ao iniciar suas atividades em 1946, criada pelo Decreto-Lei n° 15601, a Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas, como então se denominava a atual Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA), ministrava os cursos de Ciências Econômicas e de Ciências Contábeis e Atuariais, cursos esses que tinham em seus currículos, além de disciplinas específicas, várias disciplinas em comum. Nos seus primórdios, o ensino da Economia era marcado pelo enfoque de “complementação cultural”.

Impunha-se, por conseguinte, uma reformulação que priorizasse o ensino da Teoria Econômica, o que passou a ocorrer com a reestruturação do curso em 1960 e com sua complementação verificada em 1964, quando foram feitas mudanças visando atender ao currículo mínimo federal.

Em 1976, foi definida uma nova estrutura curricular para o curso de Ciências Econômicas, na qual as disciplinas foram distribuídas em dois grandes grupos: o conjunto das obrigatórias e o das eletivas.

Em 1981, ocorreram novas e profundas transformações curriculares. A nova estrutura curricular teve o intuito de enfatizar o caráter social da Ciência Econômica, o que se refletiu em um reforço das disciplinas de formação social, tendo sido ao mesmo tempo levemente reduzido o conteúdo instrumental então existente.

Em 2007, o curso de Ciências Econômicas ganhou novas diretrizes curriculares através da Resolução nº 4/2007 do CNE. Em termos gerais, a nova Resolução atualiza os princípios de formação discente estabelecidos em 1981, mantendo a sua essência. Em 2009, propuseram-se novas mudanças na Estrutura Curricular, visando aprimorar e ajustar a reforma anterior, por meio da alteração da condição de algumas disciplinas (de optativas para obrigatórias), assim como a reorganização dos semestres ideais em que as disciplinas estão inseridas. Ressalte-se que tais mudanças não alteraram o Projeto Pedagógico. Em 2010, pequenos ajustes adicionais foram realizados.

Essa proposta de alterações tiveram dois objetivos principais. O primeiro foi melhorar a qualidade do curso, fortalecendo as disciplinas teóricas, quantitativas e de história econômica, que constituem a base da formação do economista. O segundo é complementar aspectos da reforma anterior (2007), corrigindo alguns pontos com vistas a tornar mais eficiente a sequência de disciplinas cursadas pelo aluno.