Mestrado - Caridade nos clássicos britânicos

Tipo de evento: 
Defesa
Data e hora: 
13/09/2017 - 14:00 até 18:00

Gabriel Godinho Ramos Ribeiro
Mestrado - Caridade nos clássicos britânicos
Dia 13 de setembro, às 14h, na sala 215, FEA-5
Orientadora: Profa. Dra. Laura Valladão de Mattos
Comissão: Profs. Drs. Ana Maria Afonso Ferreira Bianchi, Roberta Muramatsu e Maurício Chalfin Coutinho

Resumo

Selecionando três autores do período clássico da Economia Política britânica, Adam Smith, Thomas Malthus e Jeremy Bentham, é apresentado um estudo sobre o tema da caridade em suas obras. Percebe-se que o tema está intimamente conectado à visão de natureza humana de cada um destes autores, bem como ao contexto histórico marcado pelas legislações conhecidas como “Leis dos Pobres” na Inglaterra. Em Smith, a profundidade do seu tratamento sobre a psicologia e moral do homem permite a conclusão de que a caridade direcionada aos mais necessitados é um ato que apresenta obstáculos à realização, principalmente devido a menor propensão humana de simpatizar com o pobre, se comparada a propensão de simpatizar com pessoas mais afortunadas. Felizmente, uma sociedade livre é capaz de reduzir a pobreza extrema, mitigando o problema. Em Malthus, apresenta-se sua visão de natureza humana partindo dos princípios da busca pela sobrevivência e reprodução, que tem como consequência um aumento populacional sempre que a miséria fosse aliviada. A caridade, neste contexto deveria ser reservada à indivíduos merecedores, com “freio moral”, e as Leis dos Pobres deveriam ser abolidas. Em Bentham, partindo de seu princípio da utilidade, é evidenciada a impossibilidade de que a caridade privada venha a suprir toda a demanda por caridade por indigentes. Para que se resolva o problema, o autor propõe o estabelecimento de uma instituição privada, a National Charity Company, que com subsídio público, se responsabilize pela eliminação da indigência através de auxílio e trabalho compulsório de todos capazes de realiza-lo e em situação de necessidade econômica no país. Os três autores possuem abordagens diferenciadas, contudo, em todos percebe-se que são suas premissas comportamentais – melhor compreendidas como a “natureza humana” em suas teorias – que fundamentam muitas de suas conclusões sobre os temas da caridade e Leis dos Pobres.

Departamento:

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