UNIBES - 102 anos de história filantrópica

Por Bruna Arimathea

Diretoria UnibesCom 102 anos de trabalho como uma organização filantrópica, a UNIBES foi criada a partir da fusão de diversos grupos e organizações que atuavam nas áreas de assistência social junto à comunidade judaica. O propósito era ajudar os milhares de imigrantes que chegavam ao Brasil como decorrência da Primeira Guerra Mundial. Para falar sobre sua trajetória, a UNIBES se apresentou na FEA no evento “Transformando pessoas e transformando a cidade: a trajetória inovadora da UNIBES” no dia 23 de novembro, sob a organização do Núcleo de Política e Gestão Tecnológica da USP, e dos professores Guilherme Ary Plonski e Graziella Maria Comini.

A instituição, que ajuda pessoas em situação de vulnerabilidade social, soma hoje aproximadamente 3.602 atendimentos a famílias, 700 jovens em capacitação profissional, 200 crianças matriculadas por ano no Centro de Educação Infantil Betty Laffer (escola mantida pela UNIBES em convênio com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo).

Célia K. Parnes, atual presidente da organização, destaca o voluntariado e a inovação como pontos principais da organização ao logo de tantos anos. “Na verdade muitas coisas que aconteceram na UNIBES foram graças a esses voluntários, que vieram com ideias totalmente diferentes do que a gente queria e precisava, nós percebemos isso e conseguimos agregar talentos, ideias e projetos que nem passavam pela nossa cabeça” afirma a presidente que também foi voluntária e viu seu pequeno projeto sair do papel para virar realidade com o Bazar.

Recebendo doações de roupas e brinquedos principalmente, o Bazar Bernardo Goldfarb, ou Bazar UNIBES, como é mais conhecido, é um exemplo de sucesso e alternativa de captação de renda para a organização. Tudo o que é recebido é destinado primeiramente às famílias atendidas pela instituição e depois são colocadas à venda, em um sistema altamente estruturado, onde “a área de negócios é tocada por gente de negócios”.

A reestruturação do Bazar foi uma ideia de Célia: “A lojinha era um espaço enorme, mas as pessoas só poderiam se servir de um espaço pequeno onde as roupas já estavam separadas e triadas, mas eram poucos os voluntários e demorava muito. De novo, eu fui falar com a presidente da época: ‘Vamos abrir isso tudo, de um dia pro outro, vamos abrir a loja pra rua’” contou. O sucesso foi enorme e a decisão de foi manter e desenvolver o modelo que conta hoje com controle de estoque, call center, operação de logística e apoio de uma frota com 8 caminhões identificados.

Com todo esse êxito, a organização ainda possui a UNIBES Cultural, um espaço que visa inserir a cultura no cotidiano e aproximar o maior número de pessoas das atividades que promovem. Bruno Assami, diretor executivo da instituição,  aceitou o convite para ajudar a desenvolver o local sob a proposta de promover projetos que trouxessem também um viés sustentável para a instituição. A ideia, segundo Bruno, era “estruturar uma organização cultural que tivesse novos modelos de receita e que não se baseasse apenas em incentivos fiscais. Esse é o grande desafio pessoal e profissional que eu gostaria de contribuir”. 

Célia ressalta: “pessoas são a alma da organização” e  isso faz a diferença dentro da UNIBES, é a característica que leva a instituição em direção ao sucesso. Assim, diante de tantos números positivos, a organização espera continuar crescendo e trabalhando na assistência em tantas outras frentes de auxílio.

Data do Conteúdo: 
quinta-feira, 7 Dezembro, 2017

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