FEA discute as novas funções para o profissional do século XXI

Palestrantes e organizadoresOs desafios para os jovens que estão entrando no mercado de trabalho são cada vez mais diversos. Com o objetivo de entender a dinâmica para a preparação dos novos profissionais, José Alberto Sampaio Aranha, vice-presidente da Anprotec, Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores, foi convidado pelo Núcleo de Política e Gestão Tecnológica (PGT/USP), para falar sobre “O Profissional do século XXI”, em evento que ocorreu no dia 25 de maio na FEAUSP, coordenado pelo professor Guilherme Ary Plonski.

Segundo Sampaio Aranha, “o problema de discutir o futuro é que não adianta se planejar pensando no mercado de hoje, sendo que você só vai entrar no mercado de trabalho daqui a 5, 8 anos”. Para ele, a escola prepara antes de tudo para o vestibular, visando especialmente os cursos mais tradicionais, como direito, engenharia e medicina, mas a realidade é muito diferente. Hoje, por exemplo, apenas 15% dos profissionais trabalham na área em que estão formados. Além disso, existe um amplo campo de profissões que surgiram nos últimos 20 anos.

Outro ponto destacado por Sampaio Aranha é que os jovens não têm mais uma relação de emprego como existia antes. “O que tem acontecido cada vez mais com a juventude, é que eles querem ser felizes na atividade profissional. As expectativas profissionais estão cada vez mais ligadas à qualidade de vida”, explicou.   Ele afirmou que as pesquisas mostram que os jovens terão de 10 a 14 empregos até os 38 anos de idade. Por isso, para ele, o conceito de trabalho deve ser modificado, relacionando-o a realização pessoal e felicidade.

Sobre o impacto da tecnologia e da crescente robotização e automatização nas indústrias, o palestrante tem uma visão positiva. “A tecnologia criou novas variedades de empregos. O desemprego está muito mais ligado à força manual, e é esse o tipo de emprego, repetitivo, que com os anos vai desaparecer. A escola tem que preparar os alunos para essa nova realidade, onde o domínio da tecnologia é fundamental”.

A tendência para as próximas décadas é que cada vez mais as profissões estejam ligadas à prestação de serviços e é importante para o profissional ter energia para empreender, “a escola precisa incentivar isso. É preciso desenvolver e dar chance aos jovens para que eles possam aplicar suas experiências”, disse. Em um mundo onde o conhecimento é cada vez mais valorizado, juntar as habilidades pessoais com conhecimentos adquiridos é essencial para um profissional, “o novo trabalhador do século XXI é o que tem capital intelectual e a única maneira de competir é através da educação”, completou.

Texto: Isabelle dal Maso
Fotos: PGT

Data do Conteúdo: 
sexta-feira, 3 Junho, 2016

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