Decision Day - Política na tomada de decisões

Prof. AbrahamA edição deste ano do Decision Day, no dia 27 de novembro, discutiu a presença da política nas decisões empresariais, reunindo pesquisadores  e executivos sêniores de grandes empresas. O evento foi realizado pelo Decide, Núcleo de Pesquisa em Tomada de Decisão nas Organizações, da FEA. Os professores Abraham Yu, coordenador do evento, e James Wright fizeram a abertura da programação. O objetivo do encontro foi demonstrar a relação entre política nas organizações e a tomada de decisão.

Fabiano Rodrigues, professor da ESPM e pesquisador do Decide, explicou que decisão é o comprometimento de recursos direcionados a uma alternativa: “Não é apenas uma escolha”. Como executivo ele ensina que não se deve tentar atingir resultados diretamente, mas sim tomar decisões que, probabilisticamente, podem apresentar melhores resultados, considerando informações, alternativas e valores.

Rodrigues afirma que uma “boa” decisão não, necessariamente, gera bons resultados, assim como um resultado “ruim” não significa uma decisão “ruim”. Para a tomada de decisões, ele aponta complexidades analíticas e organizacionais, tais como incertezas, guerras de poder, governança, interesses conflitantes e múltiplas alternativas. Existe uma série de “tecnologias de decisão” capazes de considerar esses fatores, como análise de cenários, modelagem de decisão, teoria das opções, tabela de estratégias – aptas a ajudar na análise e na tomada de boas decisões.

Equipe de palestrantesNo entanto, Fabiano Rodrigues aponta que fatores como excesso de confiança, tentativa de evitar arrependimento, confirmação e lembranças são capazes de limitar a racionalidade da decisão. Além disso, o viés político pode afetar a racionalização da tomada de decisões – controlando e analisando os problemas conforme interesses e estipulando objetivos de forma ambígua, por exemplo. De acordo com o pesquisador, a decisão real é pautada por uma mescla entre racionalidade, política e intuição, devendo-se buscar minimizar os efeitos políticos.

Donizete dos Santos, CEO da Manserv, pontuou que, na tomada de decisões, o CEO tem o papel de produzir resultados, administrar interesses conflitantes e deixar legado. “Quanto mais alta é a nossa posição, maior é a demanda em lidar com conflitos e interesses diversos. Não é possível agradar a todos, mas manter o grau de satisfação em um patamar que possibilite a boa convivência”, afirma. Júlio Adorno, Country Manager na Alvean, empresa líder no comércio de açúcar que passou por uma crise quando toneladas do produto pegaram fogo no porto de Santos em 2013, acredita que, quando existe uma crise, a política deve ficar de lado em prol da performance.

Autora: Letícia Paiva

Data do Conteúdo: 
terça-feira, 1 Dezembro, 2015

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