Mestrado - A influência de estilos de pensamento sobre a prontidão individual para adoção de design thinking nas organizações

Tipo de evento: 
Defesa
Data e hora: 
14/11/2018 - 10:00 até 13:00

 

Willian Seii

Mestrado - A influência de estilos de pensamento sobre a prontidão individual para adoção de design thinking nas organizações

Orientadora: Profª Drª Liliana Vasconcelos Guedes

Comissão: Profs. Drs. Tales Andreassi, André Leme Fleury e Diogenes de Souza Bido

Local: Sala 207, FEA-5

Resumo*

O valor da abordagem de design para problemas de negócio vêm ganhando reconhecimento pelo setor privado, governamental e acadêmico, em um contexto onde a tradicional abordagem de racionalidade técnica tem sido insuficiente para endereçar os desafios de volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade do atual ambiente de negócios. Design Thinking vem crescendo desde que Tim Brown, CEO de uma prestigiada agência global de design, começou a promover e disseminar esta abordagem no ambiente corporativo há alguns anos atrás. Em vista do aumento de organizações adotando o Design Thinking (DT), esta pesquisa objetiva analizar a relação entre a Prontidão individual para adotar DT nas organizações e os estilos de pensamentos, denominados Racionalidade e Experiencialidade. Na literatura acadêmica, alguns autores caracterizam Design Thinking pelo seu foco nas necessidades humanas, objetivos abertos que estimulam a criatividade, iteratividade, confiança em métodos qualitativos, na intuição e na experiência, - para nomear algumas das características. Nesta linha, a hipótese inicial desta pesquisa propõe que indivíduos com elevada pontuação em Experiencialidade apresentam a maior Prontidão para adotar Design Thinking. A pesquisa quantitativa foi desenhada baseada em instrumentos existentes na literatura acadêmica. Para a mensuração dos estilos de pensamento, o Inventário de Racionalidade-Experiencialidade (REI) desenvolvido por Pacini & Epstein (1999) foi integralmente aplicado; para mensuração da Prontidão individual para adotar Design Thinking, a Medição de Mudança Organizacional para Prontidão (ROCM) elaborada por Holt, Armenakis, Feild, & Harris (2007b) foi parcialmente adotada; e para coletar o entendimento dos respondentes sobre Design Thinking, questões foram elaboradas com base na publicação acadêmica de Glen, Suciu & Baughn (2014). A amostra final obteve 251 respondentes do Estado de São Paulo (Brasil), com conhecimento ou experiência com Design Thinking. O procedimento estatístico One-way ANOVA foi executado para identificar diferenças significativas entre os tercis de Racionalidade, Experiencialidade e Prontidão para a mudança e entre os tercis de estilos de pensamento e a pontuação de Prontidão para adotar Design Thinking; análise de regressão foi realizada para determinar, entre todas as variáveis da pesquisa, quais são aquelas com poder explicativo para Prontidão para adotar Design Thinking. Os resultados apontaram que o grupo de indivíduos com alta pontuação em Racionalidade (terceiro tercil) apresentou maior Prontidão para adoção de Design Thinking, assim como o terceiro e o primeiro tercil de Experiencialidade. Adicionalmente, quando Racionalidade e Experiencialidade foram analizados em conjunto, ambos os estilos de pensamento apresentaram influência na Prontidão individual para adotar Design Thinking. O conhecimento do nível dos estilos de pensamento de cada indivíduo permite antecipar futuros desafios na aceitação de DT. Efetivos programas de mudança organizacional envolvendo Design Thinking podem ser desenhados para implementações em departamentos ou programas de treinamento. Os resultados desta pesquisa podem ajudar no desenvolvimento de outros estudos na área cognitiva de Design Thinking, considerando que o sucesso na adoção de DT em organizações pode ser influenciado pelos estilos de pensamento dominantes no departamento ou área funcional onde a mudança será implementada.

*Resumo fornecido pelo autor

Departamento:

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